Estou perdido no meio da Tua e da minha tristeza.
Perdido nos fantasmas que te ensurdecem a alma e a solidão.
Procuro o gesto que te angustia o sentimento de olhares o vazio e não te encontrares se não no refugio das palavras que escondem o contorno da Alma.
Gostava de te pintar as cores do reflexo, em tons de alegria, mas só consigo ouvir o vento. Talvez amanhã, sim talvez amanhã consiga pintar-te uma gaivota colorida em tons de arco-íris e poder dizer-te que para reencontrares o sorriso, basta olhar o poema da Vida que corre ao nosso lado e que insistimos em não ver, por só conseguirmos sentir a dor que o coração vai tecendo, em teia que nos cega o olhar.
Mas hoje não.
Hoje sinto-me tambem eu preso nos caminhos que não consigo olhar se não com o coração.
19 agosto 2003
18 agosto 2003
Tempestade
Hoje vi a morte, numa tempestade de reflexos.
O que nos separa da Vida e da Morte é uma ínfima fracção de destino a que só damos valor no momento em que o turbilhão da existência nos foge do olhar.
Renascemos todos os dias a cada fracção que o destino nos concede.
Somos um ponto de um caminho que julgamos dirigir, mas que se constrói em Jogo de dados. Hoje, desenho palavras porque os dados olharam para mim e eu sinto-me impotente e esmagado pela incerteza do Existir.
O que nos separa da Vida e da Morte é uma ínfima fracção de destino a que só damos valor no momento em que o turbilhão da existência nos foge do olhar.
Renascemos todos os dias a cada fracção que o destino nos concede.
Somos um ponto de um caminho que julgamos dirigir, mas que se constrói em Jogo de dados. Hoje, desenho palavras porque os dados olharam para mim e eu sinto-me impotente e esmagado pela incerteza do Existir.
13 agosto 2003
A fuga do espelho
Quando nada te toca e te sentes somente Tempo, algo morreu.
Perdeu-se o sentido e a luz andou por aí à procura de espelho.
O espelho fugiu.
Talvez amanhã me reencontre, mas o tempo levou a admiração do Existir.
Perdeu-se o sentido e a luz andou por aí à procura de espelho.
O espelho fugiu.
Talvez amanhã me reencontre, mas o tempo levou a admiração do Existir.
12 agosto 2003
Uma palavra cheia de Universo
Sento-me a ouvir o silêncio e os sons do sonho.
Os ventos dos moinhos continuam a trazer-me perguntas que me angustiam e me deixam o olhar vazio.
- Porque usas sempre as mesmas palavras?
Há décadas que te embrulhas pelos sentidos e te repetes em quimeras.
Será que não crescestes ou as palavras que desenhavas, eras tu que te ouvias no Hoje?
O lápis parou o desenho, e a palavra ficou ali a pairar cheia de Universo.
Os ventos dos moinhos continuam a trazer-me perguntas que me angustiam e me deixam o olhar vazio.
- Porque usas sempre as mesmas palavras?
Há décadas que te embrulhas pelos sentidos e te repetes em quimeras.
Será que não crescestes ou as palavras que desenhavas, eras tu que te ouvias no Hoje?
O lápis parou o desenho, e a palavra ficou ali a pairar cheia de Universo.
11 agosto 2003
O Eco
Sentado na praia, inspiro todo o Mar que o olhar, sôfrego, engole.
O Mar que me coube em sorte, anda de um lado para o outro dentro de mim, com sons infinitos.
Todo o Mar que inspirei, transforma-se em ecos e em perguntas sem resposta.
- Quem és tu? Pergunta-me o eco.
- Jeremias. Jeremias Almaro.
- Que fazes na praia a inspirar-me com o olhar?
- Sou poeta-pintor, nas horas em que Me vivo!
O eco apagou-se, o Mar fugiu e voltou a ser imagem em azuis de outra cor.
O Mar que me coube em sorte, anda de um lado para o outro dentro de mim, com sons infinitos.
Todo o Mar que inspirei, transforma-se em ecos e em perguntas sem resposta.
- Quem és tu? Pergunta-me o eco.
- Jeremias. Jeremias Almaro.
- Que fazes na praia a inspirar-me com o olhar?
- Sou poeta-pintor, nas horas em que Me vivo!
O eco apagou-se, o Mar fugiu e voltou a ser imagem em azuis de outra cor.
09 agosto 2003
Todas as palavras rimam
Todas as palavras rimam, porque traduzem sentimento. Traduzem o desenho da nossa alma. E o desenho, tenha ele cor ou não é na sua essência um Poema de vida.
08 agosto 2003
Dúvida
Diz-me, Papá, porque é que Deus se esquece de Nós?
Porque dizes isso?
Porque o Luís morreu, sabes quem é o Luís, não sabes?
Sim, Filhote, sei que era um grande amigo teu.
Sinto-me tão triste. ELE não me ouviu, e eu falei com ELE todos os dias!
Sabes Filhote, ELE não cuida de nós individualmente, para ELE nós somos um todo, e o Todo que nós somos é um pedacito DELE.
É como o nosso coração. Ele bate e leva o sangue a todo o nosso corpo. Tem essa função. Também ele é um pedacito do Nosso Corpo. Nós não falamos com ele, nem ele fala connosco, mas está ali a bater sem descanso, para que possas viver. Ele bate, e não estás à espera que ele te pergunte se pode bater. Está ali, e isso te basta.
Também nós somos um pedacito DELE. Também nós, sabendo que somos parte dele o não questionamos. O que devemos questionar, é o que Ele quer de nós, e isso meu filhote não te sei responder, e a isso meu amor querido chamamos FÉ.
Papá, sinto-me tão pequeno. Dá-me um abraço forte. Quando me abraças é tudo tão Bonito!
Porque dizes isso?
Porque o Luís morreu, sabes quem é o Luís, não sabes?
Sim, Filhote, sei que era um grande amigo teu.
Sinto-me tão triste. ELE não me ouviu, e eu falei com ELE todos os dias!
Sabes Filhote, ELE não cuida de nós individualmente, para ELE nós somos um todo, e o Todo que nós somos é um pedacito DELE.
É como o nosso coração. Ele bate e leva o sangue a todo o nosso corpo. Tem essa função. Também ele é um pedacito do Nosso Corpo. Nós não falamos com ele, nem ele fala connosco, mas está ali a bater sem descanso, para que possas viver. Ele bate, e não estás à espera que ele te pergunte se pode bater. Está ali, e isso te basta.
Também nós somos um pedacito DELE. Também nós, sabendo que somos parte dele o não questionamos. O que devemos questionar, é o que Ele quer de nós, e isso meu filhote não te sei responder, e a isso meu amor querido chamamos FÉ.
Papá, sinto-me tão pequeno. Dá-me um abraço forte. Quando me abraças é tudo tão Bonito!
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