10 setembro 2003
09 setembro 2003
sem máscara
O que o poeta desenha com os olhos, não é mais do que o instinto que lhe vai no gesto.
É como uma pedra, lançada ao Rio.
A água desdobra-se em círculos a desenhar o momento do reencontro.
A imagem é o reflexo do instante que surgiu sem introspecção e sem mascara.
É reflexo de luzes que vem do nada.
É como uma pedra, lançada ao Rio.
A água desdobra-se em círculos a desenhar o momento do reencontro.
A imagem é o reflexo do instante que surgiu sem introspecção e sem mascara.
É reflexo de luzes que vem do nada.
08 setembro 2003
exercito sem nome
Quando mergulho na realidade, sinto a revolta de ter andado fugido no sonho e não ter agido, em sons de luta e juntar-me aos guerrilheiros da Humanidade.
Eles andam por aí fardados em exercito sem nome a distribuir afectos e a criar o Homem Novo.
Eles andam por aí fardados em exercito sem nome a distribuir afectos e a criar o Homem Novo.
04 setembro 2003
luz
Ah, como é bom acordar com o sorriso das cores, sem o peso da densidade interrogativa da tempestade, que ofusca o desenho inibido de dançar na tela.
03 setembro 2003
árvore invertida
Sonhei com um “embondeiro”, aquela árvore misteriosa e disforme que salpica a paisagem africana.
Quis ser um dos ramos que absorve a atmosfera densa, cheia de silêncios e perguntas sem resposta.Sonhei com um “ embondeiro” que se transformou numa Cruz que se envolve na dor e nas lágrimas de sangue que fotografam a Humanidade com a luz e os gritos de trovoada.
A imagem que o sonho me deu, foi uma árvore invertida de raízes a sangrar, viradas para o céu.
O quadro que pintei, fixou uma imensa savana, em tons de toranja vermelha polvilhada de cruzes em oração de desespero incontido.
Quis ser um dos ramos que absorve a atmosfera densa, cheia de silêncios e perguntas sem resposta.Sonhei com um “ embondeiro” que se transformou numa Cruz que se envolve na dor e nas lágrimas de sangue que fotografam a Humanidade com a luz e os gritos de trovoada.
A imagem que o sonho me deu, foi uma árvore invertida de raízes a sangrar, viradas para o céu.
O quadro que pintei, fixou uma imensa savana, em tons de toranja vermelha polvilhada de cruzes em oração de desespero incontido.
02 setembro 2003
o carrasco das cores
As cores não mudam. A imagem fixou-se no quadro, que transpira tédio e aborrecimento.A culpa é de quem aprisionou as cores no quadro em tons de sofrimento.
01 setembro 2003
boleia
Mergulhei dentro de mim, envolvi-me em sons de musica e fugi do Mundo.Andei por aí de boleia com Fernão Capelo Gaivota.
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