As palavras andam por aí a dançar e a provocar uma enorme confusão.
Quando assim é, mais vale fechar os olhos, sentir os sons da música e não colocar nada na imagem…
13 outubro 2003
11 outubro 2003
imaginem
Imaginem ( obrigado John Lennon),um grande estádio de futebol, tipo Maracanan, ou melhor, o maior estádio que caiba na vossa noção de espaço monumental . Coloquem um céu cinzento negro, emoldurado por nuvens de chuva, bem lá no fundo da imagem.( Aqui o autor, sentiu necessidade de se explicar, no que diz respeito à escolha do cenário. Teve intenção de colocar na imagem uma selva, tipo amazónica, mas teve receio que a noção de espaço, de grande espaço, do Homem Cosmopolita do Século XXI, ficasse limitada, já que mais facilmente reconhece a monumentalidade de uma obra sua, do que outras, de autores diversos, e ainda por cima desconhecidos )
Fiquemo-nos portanto com a dita referência pictórica.
Imaginaram?
Sim?
Continuemos então…Imaginem agora, um ser (sim, um ser vivo).
Para simplificar a reflexão e que se produza o efeito pretendido pelo autor, um ser vivo, raça: Humana, Subespécie: ingénuo, Idade: entre os 5 e 6 aos ( ou qualquer outra, não é de facto importante). Uma criança, suficientemente desalinhada no seu vestir (desculpem, falávamos de imaginação e eu entusiasmo-me sempre. A vestimenta fica ao critério de cada um que se der ao trabalho de continuar com este exercício).Agora coloquem essa mesma criança, algures nas bancadas do dito estádio.
Já está?
Coloquem-se agora no centro do campo e sentem-se.
Sim, pode ser no chão, ainda não começou a chover…( e também não é necessário ser em posição de lótus, se bem que até ajudava!)
O que conseguem ver?
Conseguem vê-la?
Quem?
A Criança!
Certamente que não!
E como a não conseguem ver, possivelmente nunca se questionarão por que é que aquela criança se encontra ali sentada e sozinha, num estádio de futebol de dimensões do tamanho de uma multidão.
Provavelmente, sentou-se ali a perguntar a Deus, porque se sente tão só!
Fiquemo-nos portanto com a dita referência pictórica.
Imaginaram?
Sim?
Continuemos então…Imaginem agora, um ser (sim, um ser vivo).
Para simplificar a reflexão e que se produza o efeito pretendido pelo autor, um ser vivo, raça: Humana, Subespécie: ingénuo, Idade: entre os 5 e 6 aos ( ou qualquer outra, não é de facto importante). Uma criança, suficientemente desalinhada no seu vestir (desculpem, falávamos de imaginação e eu entusiasmo-me sempre. A vestimenta fica ao critério de cada um que se der ao trabalho de continuar com este exercício).Agora coloquem essa mesma criança, algures nas bancadas do dito estádio.
Já está?
Coloquem-se agora no centro do campo e sentem-se.
Sim, pode ser no chão, ainda não começou a chover…( e também não é necessário ser em posição de lótus, se bem que até ajudava!)
O que conseguem ver?
Conseguem vê-la?
Quem?
A Criança!
Certamente que não!
E como a não conseguem ver, possivelmente nunca se questionarão por que é que aquela criança se encontra ali sentada e sozinha, num estádio de futebol de dimensões do tamanho de uma multidão.
Provavelmente, sentou-se ali a perguntar a Deus, porque se sente tão só!
10 outubro 2003
ciumes
Hoje limitei-me ao desenho.
As palavras aterrorizaram-se e esconderam-se na invisibilidade do sentido.
O lápis, esse, correu endiabrado entre a silhueta de dois corpos que se amam, formando uma linha única sem fim.
As cores evoluíram entre a sépia e o branco puro, em aguarela que deixou o lápis invejoso e ciumento do pincel e das cores que jamais conseguirá inventar.
O papel agradeceu a ambos e sentiu-se poema.
As palavras aterrorizaram-se e esconderam-se na invisibilidade do sentido.
O lápis, esse, correu endiabrado entre a silhueta de dois corpos que se amam, formando uma linha única sem fim.
As cores evoluíram entre a sépia e o branco puro, em aguarela que deixou o lápis invejoso e ciumento do pincel e das cores que jamais conseguirá inventar.
O papel agradeceu a ambos e sentiu-se poema.
09 outubro 2003
o horizonte da alma
Oiço os tambores de um espaço que recordo com a saudade da ausência.
Sinto a intensidade dos ritmos e dos afectos, onde os odores, os sons e as cores se intensificam em sentimento.Saudades de uma terra onde aprendi a fundir-me com o Universo, e a sentir-me matéria, nos limites de uma espiritualidade selvagem.
Recordo um espaço sem fim, em variações ininterruptas de horizontes.
Acordo num sonho, só, sentado na selva africana, que me iniciou na visualização do horizonte da alma.
Conforto-me com a sensação de um dia ter aprendido a ver e a sentir essa linha difusa que nos limita o espaço e a forma da nossa existência.
São momentos raros que nos sinalizam os passos e as incertezas que nos moldam o carácter.
Sinto a intensidade dos ritmos e dos afectos, onde os odores, os sons e as cores se intensificam em sentimento.Saudades de uma terra onde aprendi a fundir-me com o Universo, e a sentir-me matéria, nos limites de uma espiritualidade selvagem.
Recordo um espaço sem fim, em variações ininterruptas de horizontes.
Acordo num sonho, só, sentado na selva africana, que me iniciou na visualização do horizonte da alma.
Conforto-me com a sensação de um dia ter aprendido a ver e a sentir essa linha difusa que nos limita o espaço e a forma da nossa existência.
São momentos raros que nos sinalizam os passos e as incertezas que nos moldam o carácter.
08 outubro 2003
cuidado com as histórias,ou os perigos de uma borboleta que decidiu ser protagonista
Contar uma história é preencher o imaginário que se intersecta na fantasia e no inconsciente de uma vontade.
É dar forma a um mundo que toma os seus caminhos e cresce, enquanto o narrador o manipula entre as emoções de um Existir que se esconde na sombra de uma borboleta viajante.
Quando a história chega ao fim, o contador fica a saborear a sua criação sem dar conta que nem o protagonista existe, nem ele é já o mesmo.
É dar forma a um mundo que toma os seus caminhos e cresce, enquanto o narrador o manipula entre as emoções de um Existir que se esconde na sombra de uma borboleta viajante.
Quando a história chega ao fim, o contador fica a saborear a sua criação sem dar conta que nem o protagonista existe, nem ele é já o mesmo.
07 outubro 2003
decomposição do sentido
Olho o desespero de um corpo que morre e resiste no vazio de si mesmo, à decomposição do sentido.
Persiste o Passado que se confunde no Presente sem Futuro.
Visões desconexas de um mundo que o corpo alimenta intermitente.
Perdeu-se o amanhã em espasmos de um corpo sem comando à espera de um suspiro de alívio, aguardando janela de reencontro com a vida.
Persiste o Passado que se confunde no Presente sem Futuro.
Visões desconexas de um mundo que o corpo alimenta intermitente.
Perdeu-se o amanhã em espasmos de um corpo sem comando à espera de um suspiro de alívio, aguardando janela de reencontro com a vida.
06 outubro 2003
formas de Ver
Quer se goste ou não de Dali, não se pode ficar indiferente à sua existência e à sua obra, para uns, surrealista, para mim, fobia delirante.
Quando lhe vejo as cores, são os olhos de falso louco que impõem a sua presença. É um olhar de canibal onírico que, no entanto fascinam.
Os seus olhos, esbugalhados de avidez, contrastam com os do Mestre que me inspira o desenho, as cores e as palavras.A diferença que detecto entre Mestre Almada Negreiros e Dali, distanciam-se na forma do VER!
Mestre Almada, desenhava poesia, Dali vomitava excrementos de ganância e egocentrismo primário.
Os olhos deste, reflectiam o EU, os do Mestre Almada, o MUNDO.
Quando lhe vejo as cores, são os olhos de falso louco que impõem a sua presença. É um olhar de canibal onírico que, no entanto fascinam.
Os seus olhos, esbugalhados de avidez, contrastam com os do Mestre que me inspira o desenho, as cores e as palavras.A diferença que detecto entre Mestre Almada Negreiros e Dali, distanciam-se na forma do VER!
Mestre Almada, desenhava poesia, Dali vomitava excrementos de ganância e egocentrismo primário.
Os olhos deste, reflectiam o EU, os do Mestre Almada, o MUNDO.
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