Preciso de Espaço para sentir o TEMPO e de me abstrair desta muralha infinita que me desfoca os sentidos.Invento-me num barco à vela, sem timoneiro, orientado pela fuga.
A viagem perde-se nos atropelos das recordações que afundam o barco e me devolvem, sem pedir licença, para um espaço que me agrilhoa o VER!
06 novembro 2003
05 novembro 2003
exercício de liberdade: lição número 1
Não consigo imaginar a quantidade de Mar que me cabe no olhar…
04 novembro 2003
exercício de liberdade: introdução
Quero andar por aí. Invisível, ausente, submerso, para sentir o Vento, os sons e as cores. Não me quero em Mim, que me enegreço!
Não me digam o nome, não me vejam os olhos, não me oiçam os gritos. Hoje, pura e simplesmente não Existo!
Não me digam o nome, não me vejam os olhos, não me oiçam os gritos. Hoje, pura e simplesmente não Existo!
03 novembro 2003
a vida de um lápis
O lápis corre à procura da imagem que sem nexo e sem harmonia vai desenhando o Tempo. Salta barreiras que o autor esconde e indelicadamente, põe-se a escutar, como quem sorri ao som de uma melodia, escondido atrás de uma flor.
O ambiente criado, pelo lápis paciente e sapiente, soltam o autor, que animado, baralha as palavras e lança-as no papel como quem se diverte no Jogo da Vida.
Não procura o sentido do que escreve. Está ali apenas a fazer companhia, aquele lápis irreverente que lhe espicaça a Consciência e as imagens que reteve do caminho. É uma companhia silenciosa que os complementam. Vivem à procura do entendimento e do respeito pela comunhão que lhes alimenta a poesia. Seguem-se, unos, com o mesmo ritmo, com uma só sombra.
O ambiente criado, pelo lápis paciente e sapiente, soltam o autor, que animado, baralha as palavras e lança-as no papel como quem se diverte no Jogo da Vida.
Não procura o sentido do que escreve. Está ali apenas a fazer companhia, aquele lápis irreverente que lhe espicaça a Consciência e as imagens que reteve do caminho. É uma companhia silenciosa que os complementam. Vivem à procura do entendimento e do respeito pela comunhão que lhes alimenta a poesia. Seguem-se, unos, com o mesmo ritmo, com uma só sombra.
31 outubro 2003
folhas soltas, que não são tão livres como isso
Senti-me uma árvore sem sombra num deserto sem fim...
30 outubro 2003
provavelmente haverá outras…
É com alguma imaginação que tem sido possível encarar a vida com alguma serenidade, e continua capacidade para compreender as motivações dos outros, permitindo-me a abertura de espírito suficiente, para sorrir e ver poesia, mesmo que pintada de uma enorme solidão.
Estou convencido, que só é possível manter uma relação afectiva (neste nosso novo mundo empregando de egocentrismo, e consequente egoísmo) se estivermos dispostos a Dar, sem estarmos à espera do Receber. Isto porque se esperamos retorno, mais tarde ou mais cedo, iremos perceber que ele se perdeu algures no calor de quem o recebeu e que se esquece que o amor é um conjunto de reflexos de um espelho que só existe se reflectir a imagem que lhe pomos no sonho.
A minha forma de estar na vida, baseia-se no facto de não haver conquista. Pura e simplesmente ESTOU! Sou um observador atento que se diverte com o OLHAR, sem estar a espera de agarrar e de possuir nada do que vejo, nada do que sinto. Nada é meu, tudo é da Vida! Foi a forma que encontrei, para me sentir capaz de andar pelos meus caminhos, sem demasiadas quedas. Provavelmente haverá outras…
Estou convencido, que só é possível manter uma relação afectiva (neste nosso novo mundo empregando de egocentrismo, e consequente egoísmo) se estivermos dispostos a Dar, sem estarmos à espera do Receber. Isto porque se esperamos retorno, mais tarde ou mais cedo, iremos perceber que ele se perdeu algures no calor de quem o recebeu e que se esquece que o amor é um conjunto de reflexos de um espelho que só existe se reflectir a imagem que lhe pomos no sonho.
A minha forma de estar na vida, baseia-se no facto de não haver conquista. Pura e simplesmente ESTOU! Sou um observador atento que se diverte com o OLHAR, sem estar a espera de agarrar e de possuir nada do que vejo, nada do que sinto. Nada é meu, tudo é da Vida! Foi a forma que encontrei, para me sentir capaz de andar pelos meus caminhos, sem demasiadas quedas. Provavelmente haverá outras…
29 outubro 2003
o horizonte amuado
Falei com um ponto, focalizado algures no horizonte, que mudo, ria-se da humanidade.
Não consigo perceber se fiquei irritado, com aquela entidade abstracta que me absorvia o olhar, ou triste com a própria humanidade. Engoli em seco e concentrei-me num quadro em tons de vermelho com gotas de amarelo escuro.
Terminada a pintura, virei o quadro para a parede e imaginei-lhe outras cores e sorri para aquele anjo mudo e surdo escondido no horizonte, que amuado fugiu com o quadro.
Não consigo perceber se fiquei irritado, com aquela entidade abstracta que me absorvia o olhar, ou triste com a própria humanidade. Engoli em seco e concentrei-me num quadro em tons de vermelho com gotas de amarelo escuro.
Terminada a pintura, virei o quadro para a parede e imaginei-lhe outras cores e sorri para aquele anjo mudo e surdo escondido no horizonte, que amuado fugiu com o quadro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...
-
A tarde cansou-se de me esperar e foi por aí, sem saudades à aventura, sozinha. As tardes são coisas estranhas ( os dias, as noites, também,...
-
Vou fazer uma pausa. Cousa necessária em alturas de Presépio. É época de caminho. É por aí que vou, sem demoras que é viagem por dentro… Um...
-
escureceu uma brancura-de-nevoeiro, onde nem os passos se sentem. hesitantes. medrosos…( ou como é sempre necessário luz outra, quando nos p...