07 janeiro 2004
por detrás so espelho
Apetece-me andar, ir por ai sem destino, de olhos bem abertos sem sentimento de fuga. Simplesmente andar, como quem se perde nas emoções e nos afectos. Sentir o frio, os odores, os sons, sem filtros. Olhar as cores puras de uma existência que se esconde por detrás do espelho e que não alcanço da minha janela.
05 janeiro 2004
Reencontro, ou a inexistência da ausência...
A amizade é um afecto que coexiste num espaço sem tempo que se retoma no exacto instante do último adeus.
04 janeiro 2004
meta(s)
O desfio não está em cortar a meta, mas sim colocá-la sempre à frente do olhar, numa corrida cujo objectivo é simplesmente ser.
03 janeiro 2004
ausente de mim
Caiu um denso nevoeiro cinzento negro que accionou um caminhar vigilante sobrevivente. Segui as guias de um caminho apenas com o querer de chegar ao fim daquele universo sem cor. Faltou-me as forças para imaginar luz. Segui apenas os passos, certo que olhando o chão, não me perdia no sentido. Caminhei ausente com medo de mim, medo de me enganar na escuridão. Cobarde de mim, cobarde de me ferir com a intensidade das cores que me envolvem o eu.
Hoje fez sol, o nevoeiro fugiu (escondeu-se, à espera de nova oportunidade), e eu aqui estou a sorrir-me das cores que os olhos me inventam.
Hoje fez sol, o nevoeiro fugiu (escondeu-se, à espera de nova oportunidade), e eu aqui estou a sorrir-me das cores que os olhos me inventam.
18 dezembro 2003
à chuva
Os dias passam lentos com cheiros de tristeza e artefactos de solidão.
Sobram-me as cores que ficam retidas no pincel, mas que iluminam o VER de quem se sente bem à chuva, como quem chora com os olhos DELE!
Sobram-me as cores que ficam retidas no pincel, mas que iluminam o VER de quem se sente bem à chuva, como quem chora com os olhos DELE!
12 dezembro 2003
11 dezembro 2003
sem resposta
Há reflexos de Deus em todas as perguntas que me intersectam o espírito e para as quais não encontro resposta.
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escureceu uma brancura-de-nevoeiro, onde nem os passos se sentem. hesitantes. medrosos…( ou como é sempre necessário luz outra, quando nos p...