13 janeiro 2004
poder
É urgente eliminar o poder que a fraqueza humana detêm nos desígnios do destino que nos orienta os caminhos...
09 janeiro 2004
recusa
Procuro o lápis e papel para fixar palavras que me saltam em imagens irrequietas.
O lápis fugiu e eu embaraço-me na memória que teima em perder as cores quando olhada ás escondidas, sem aviso prévio!
Perco o momento!
As palavras não passam de imagem esbatida à procura de ordem, sentido e arrumo. No entanto sei que lá estão, algures entre o pensamento que as criou e a imagem em que se transformaram.
Talvez volte à noite, quando já não for importante!
É muito envergonhada esta imagem que se recusou a ser poema!
O lápis fugiu e eu embaraço-me na memória que teima em perder as cores quando olhada ás escondidas, sem aviso prévio!
Perco o momento!
As palavras não passam de imagem esbatida à procura de ordem, sentido e arrumo. No entanto sei que lá estão, algures entre o pensamento que as criou e a imagem em que se transformaram.
Talvez volte à noite, quando já não for importante!
É muito envergonhada esta imagem que se recusou a ser poema!
07 janeiro 2004
por detrás so espelho
Apetece-me andar, ir por ai sem destino, de olhos bem abertos sem sentimento de fuga. Simplesmente andar, como quem se perde nas emoções e nos afectos. Sentir o frio, os odores, os sons, sem filtros. Olhar as cores puras de uma existência que se esconde por detrás do espelho e que não alcanço da minha janela.
05 janeiro 2004
Reencontro, ou a inexistência da ausência...
A amizade é um afecto que coexiste num espaço sem tempo que se retoma no exacto instante do último adeus.
04 janeiro 2004
meta(s)
O desfio não está em cortar a meta, mas sim colocá-la sempre à frente do olhar, numa corrida cujo objectivo é simplesmente ser.
03 janeiro 2004
ausente de mim
Caiu um denso nevoeiro cinzento negro que accionou um caminhar vigilante sobrevivente. Segui as guias de um caminho apenas com o querer de chegar ao fim daquele universo sem cor. Faltou-me as forças para imaginar luz. Segui apenas os passos, certo que olhando o chão, não me perdia no sentido. Caminhei ausente com medo de mim, medo de me enganar na escuridão. Cobarde de mim, cobarde de me ferir com a intensidade das cores que me envolvem o eu.
Hoje fez sol, o nevoeiro fugiu (escondeu-se, à espera de nova oportunidade), e eu aqui estou a sorrir-me das cores que os olhos me inventam.
Hoje fez sol, o nevoeiro fugiu (escondeu-se, à espera de nova oportunidade), e eu aqui estou a sorrir-me das cores que os olhos me inventam.
18 dezembro 2003
à chuva
Os dias passam lentos com cheiros de tristeza e artefactos de solidão.
Sobram-me as cores que ficam retidas no pincel, mas que iluminam o VER de quem se sente bem à chuva, como quem chora com os olhos DELE!
Sobram-me as cores que ficam retidas no pincel, mas que iluminam o VER de quem se sente bem à chuva, como quem chora com os olhos DELE!
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