Paro!
Rápido e de improviso à espera que o Mundo me ultrapasse e eu o consiga ver de costas sem olhar as máscaras que o enfeitam.
Ilusão!
Parei e ninguém me ligou nenhuma, ninguém me ultrapassou, pura e simplesmente saltei fora da imagem, e só eu dei por isso. Não vi costas, nem mascaras, nem reflexos.
Sentei-me a olhar a multidão e percebi o quanto cada um de nós é transparente e inexistente. Somos árvore que só existe quando buscamos sombra, ou quando olhamos o vazio à procura de paisagem…
21 janeiro 2004
16 janeiro 2004
um abraço inoportuno
Corro, não em busca de ilusões ou fantasias, mas na própria imagem que me confunde o Sonho.
Transporto-me para longe da percepção que me esconde o olhar e fundo-me entre a imagem e o sentir.
Esfumo-me em cor imaterializada, no exacto instante do reflexo que persiste nas águas turvas do rio que me atropela os afectos e os sentidos.
Parado no tempo, respiro.Acordo com o vento frio que me abraça e empurra os passos que teimo em não dar.
Transporto-me para longe da percepção que me esconde o olhar e fundo-me entre a imagem e o sentir.
Esfumo-me em cor imaterializada, no exacto instante do reflexo que persiste nas águas turvas do rio que me atropela os afectos e os sentidos.
Parado no tempo, respiro.Acordo com o vento frio que me abraça e empurra os passos que teimo em não dar.
13 janeiro 2004
poder
É urgente eliminar o poder que a fraqueza humana detêm nos desígnios do destino que nos orienta os caminhos...
09 janeiro 2004
recusa
Procuro o lápis e papel para fixar palavras que me saltam em imagens irrequietas.
O lápis fugiu e eu embaraço-me na memória que teima em perder as cores quando olhada ás escondidas, sem aviso prévio!
Perco o momento!
As palavras não passam de imagem esbatida à procura de ordem, sentido e arrumo. No entanto sei que lá estão, algures entre o pensamento que as criou e a imagem em que se transformaram.
Talvez volte à noite, quando já não for importante!
É muito envergonhada esta imagem que se recusou a ser poema!
O lápis fugiu e eu embaraço-me na memória que teima em perder as cores quando olhada ás escondidas, sem aviso prévio!
Perco o momento!
As palavras não passam de imagem esbatida à procura de ordem, sentido e arrumo. No entanto sei que lá estão, algures entre o pensamento que as criou e a imagem em que se transformaram.
Talvez volte à noite, quando já não for importante!
É muito envergonhada esta imagem que se recusou a ser poema!
07 janeiro 2004
por detrás so espelho
Apetece-me andar, ir por ai sem destino, de olhos bem abertos sem sentimento de fuga. Simplesmente andar, como quem se perde nas emoções e nos afectos. Sentir o frio, os odores, os sons, sem filtros. Olhar as cores puras de uma existência que se esconde por detrás do espelho e que não alcanço da minha janela.
05 janeiro 2004
Reencontro, ou a inexistência da ausência...
A amizade é um afecto que coexiste num espaço sem tempo que se retoma no exacto instante do último adeus.
04 janeiro 2004
meta(s)
O desfio não está em cortar a meta, mas sim colocá-la sempre à frente do olhar, numa corrida cujo objectivo é simplesmente ser.
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