04 fevereiro 2004

quadro inacabado

Só falta a musica, os sons, os tons, para terminar este quadro, que se encheu de saltimbanco palhaço, ilusionista, entretido a brincar com os sonhos, a fingir equilibrio, numa enorme mancha de tinta, cor de azul Picasso.

02 fevereiro 2004

definições ou simplesmente, pontos de vista

O Amor só pode ser branco ou preto, sem meios-termos.
O Branco, não sendo cor é certo, reflecte todas as cores todas as tonalidades, ou seja, ! Oferece cores sem fim aos olhos atentos que conseguem entender a medida do Dar, a subtileza equilibrada de cada sentimento, de cada gesto, de cada toque, que lhe percorre o corpo e a alma, sem pressas, sem tempo, sem direcção. O preto é amor também, mas “fobagico” !
Absorve, apodera-se das cores, afoga-as no seu corpo, não as deixa respirar, e mata-as em fome insaciável .
Pecado, não é ser vermelho, não é ser Paixão!
Pecado, é ser vermelho, paixão, quando pode ser multicolor e suavemente branco, recatadamente branco.

01 fevereiro 2004

ao acaso

Abro livro de poemas,
ao acaso…
Procuro repouso,
silêncios,
das angustias que me atropelam a alma,
ao acaso…
Viagem de ausências,
Abismos de sons,
da dor que me acalma.
Paragens.
Paisagens rústicas de cores vivas,
perdidas nos cinzentos,
poemas que fogem lentos.
Pensamentos,
ao acaso…
Verbos que se conjugam no Eu,
em sentimentos.Insatisfeitos,
parados,ausentes,ao acaso...
Viajo em folhas soltas,
de poemas,
de poetas.
Metamorfoses de luz que soluçam letras,
que se espalham,
que se esfumam,
ao vento,
ao acaso…
Ilusão,
poema de absurdos,
sorrisos que se escondem,
olhares de dor que escorre do peito.
Abro livro de poemas,
ao acaso…
sem jeito.
Naufrago em Mar de sargaço,
vermelho,
salgado.
Desenho que se amotina,
fora do quadro.
Embriagado,
ao acaso…

30 janeiro 2004

escorregadio

O dia escoa como rio selvagem que contemos com o olhar. Julgamos que o temos fixo na imagem, mas ele já nos fugiu sem dizer adeus

quando nos chamam nomes

Chamaram-me desenhador de sentimentos, e caíram-me lágrimas em forma de sorrisos escondidos, em cores de afectos.

29 janeiro 2004

acreditem

Estou intimamente convencido (digamos que é a minha verdade emocional), que o que separa o “possível” do “impossível”, é uma questão de .

Acreditem!

não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...