Um autor…
(não ficava nada mal, seres um pouco mais ambicioso, digamos, mais abrangente…Certamente que o que pretendes transmitir, vestia-se bem na palavra “criador”…)
Um inventor, contador de histórias… (pronto, já percebi, pretendes que quem vir a palavra lida a “estique” conforme bem entender!)
Será que é desta?
Vossa Excelência dá licença?
Um contador de histórias tem toda a autoridade de saber o que a sua personagem esconde, entre a pontuação (reflexos, tonalidades, texturas…), mas nunca saberá o que ela esconde nas palavras ditas (cores, perspectivas, expressão, olhares…)!
(confessa lá, o que realmente queres dizer é que não sabes o que escreves! eh! eh!)
18 março 2004
17 março 2004
caixa de cartão
Tenho uma caixa de cartão onde guardo o meu olhar, que fica a criar cores para me contar em palavras…
Todos os dias, sento-me fixo no longe a ouvir as histórias que ele me conta apenas com sete palavras, misturadas e segredadas em brincadeira de criança.
Todos os dias, sento-me fixo no longe a ouvir as histórias que ele me conta apenas com sete palavras, misturadas e segredadas em brincadeira de criança.
16 março 2004
cura
Sou pedra esculpida, renascida, em Mar, moldada, removida.
Espreito a noite, farol que me acalma, a dor, a amargura, no infinito, em sinal de procura.
Contraste de luz que aponta afectos,ternura.
Olho direcções, em cores que se cruzam, que hesito.
Palavras ocas, que dançam, se abraçam e loucas, se curam.
Espreito a noite, farol que me acalma, a dor, a amargura, no infinito, em sinal de procura.
Contraste de luz que aponta afectos,ternura.
Olho direcções, em cores que se cruzam, que hesito.
Palavras ocas, que dançam, se abraçam e loucas, se curam.
15 março 2004
raiz morta
Hoje, simplesmente, não sei,
analfabeto de mim,
não sei de onde vim,
para onde vou,
ao que vim.
Sinto-me árvore desenraizada à procura de alimento,
desesperado,c
onfuso,
difuso.
Sou sentimento,
raiz de braços infindos,
abertos,
inseguros,
sedentos.
Só nascendo outra vez,
replantado em terra outra,
porque esta jaz morta,
em sangue do mundo,
decapitado,
humilhado,
mudo.
Morreu-me o olhar puro que se desfez,
caído no fundo.
Não chamem por mim,
Hoje morri,e amanhã também...
analfabeto de mim,
não sei de onde vim,
para onde vou,
ao que vim.
Sinto-me árvore desenraizada à procura de alimento,
desesperado,c
onfuso,
difuso.
Sou sentimento,
raiz de braços infindos,
abertos,
inseguros,
sedentos.
Só nascendo outra vez,
replantado em terra outra,
porque esta jaz morta,
em sangue do mundo,
decapitado,
humilhado,
mudo.
Morreu-me o olhar puro que se desfez,
caído no fundo.
Não chamem por mim,
Hoje morri,e amanhã também...
14 março 2004
guardião
Gosto da Cidade Grande e de lhe emprestar os passos à procura de luzes e de espaços que só ela sabe pintar, mas só (des)encontro quem os não procura e os únicos olhos que me fixam são os que me guardam.
13 março 2004
escultura
Esculpi uma mão em pedra escura que agarra pincel ignorante que se suja todo nas cores que lhe escondem a sombra.
12 março 2004
interiores
Sento-me em mesa resguardada, em fundo e em fumos interiores e deixo que os pensamentos me fujam em vazios surdos que me gritam
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