Quando agarro num lápis, a copiar fantasias que nascem no contorno do olhar, esqueço-me do existir, esfumo-me no desenho que se (des)linha em sentires. Quando (des)contorno, forma ou alma, não sei se sou olhar ou lápis de giz que se esvoaça em pó, de cor que só ele sabe...
13 agosto 2004
12 agosto 2004
olhares
Não tenho nem novo nem velho no olhar. Tenho a novidade que o Tempo libertou ao esbarrar comigo...
11 agosto 2004
jardins
Há ilusões que alimentamos, cuidamos com ternura, transformados em Jardineiros do Existir.
Acarinho no meu imaginário que as sonoridades de um violino, são um olhar de Deus, que chora a emoção da serenidade.
Antes do nascimento do UM, deve ter existido um violino, que tocou sem parar...
Acarinho no meu imaginário que as sonoridades de um violino, são um olhar de Deus, que chora a emoção da serenidade.
Antes do nascimento do UM, deve ter existido um violino, que tocou sem parar...
10 agosto 2004
encontro surrealista
Encontrei Mestre Dali, reencarnado na paisagem de um canavial, daqueles que seguem os caminhos em sombras quase verdes e que por mais que se cortem, crescem sempre e sempre verdes. O Mestre via-se, D’ali, transformado em formigueiro de caracóis. Reconheci-o pelo bigode desenhado nos olhos dos caracóis, ao sol. Os caracóis pintavam-se em cachos brancos, em imagens gémeas, de flor de jarro, sem fim na vista, floridas no canavial (desconheço flor de cana, de canavial vulgar, de verdes comuns. Ignorância ou distracção imperdoável, mas se tiver e acredito que sim, não são flores-jarro. Tavez sejam verdes, camufladas em transparências, talvez em cor-pequena, sem direitos a reflexos do olhar, talvez flor-minhoca, escondida semente no humido da terra).
Quando souber pintar vou retratar o mestre, verde-branco, flor de jarro e gravata erecta, amarela-ovo, com mil bigodes de olhos de caracol, com um girassol no meio dos verdes a cair do céu .
Quando souber pintar vou retratar o mestre, verde-branco, flor de jarro e gravata erecta, amarela-ovo, com mil bigodes de olhos de caracol, com um girassol no meio dos verdes a cair do céu .
09 agosto 2004
os sons de um olhar sobre uma bailarina-cisne
Espreito bailarina que esvoaça dança, branca-de-cisne-em-sombras-cor-de-rosa. Não é mulher, nem flor, nem poema, nem escultura, nem cisne, é quadro em movimento que vai directo ao coração sem passar pelo olhar.
As linhas que contornam o desenho da bailarina que saltita as cordas do violino, não tem cor nem luz, nem nada, é um sonho de alma que nos sorri num branco-multicolor
As linhas que contornam o desenho da bailarina que saltita as cordas do violino, não tem cor nem luz, nem nada, é um sonho de alma que nos sorri num branco-multicolor
08 agosto 2004
palavras-semente
Tentar transformar sentimentos em palavras, é como plantar uma flor. Semeamos cor, em Rosa e aguardamos com o olhar e o querer, um florir rosa-vinho-d’ouro, cor que nos saltou da paixão, do amor e não da flor.
07 agosto 2004
sem cores
Andei a saltitar de palavra em palavra e não fiquei em nenhuma. Escondi-me de amarelos-luz, estendido na praia, sem mim.
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