Fui ao mercado, tinha acabado as minhas cores, mas deve ter havido uma tempestade gigantesca, não havia cores frescas.
Não tive outro remédio se não pôr-me a inventar…
27 agosto 2004
26 agosto 2004
de amores...
Hoje enamorei-me! Perdi-me de amores, não por uma mulher, flor, som, cor, ou tantas outras coisas que me rouba o sentir, mas por uma palavra.
Intrometeu-se entre mim e o ver e desinquietou-me a alma.
Trespassou-me em desprezo de mim e enroscou-se divertida no EU, até implodir em forma, som, imagem e sentir.
Deu-se por nome: Infinitude, de pai infinito e mãe, quietude.
Conseguem descrever o sentir quando esta palavra implode dentro do nosso olhar? Conseguem despegar-se dela?
Conseguem atingir com o ver, a profundidade da serenidade que o saborear da Infinitude nos oferece?
Não se encontra por aí, a palavra, eu sei, procurei-a em todos os livros que já li, devorei o arquivo das palavras e à medida que fui procurando, fui crescendo perdido na emoção do sentir.
Tem um problema, nada é perfeito, nem as palavras, não permanece…
Talvez ande por aí a saltar de alma em alma...
Tenho pena que não tenha tempo de me revisitar, queria tanto senti-la outra vez…
Intrometeu-se entre mim e o ver e desinquietou-me a alma.
Trespassou-me em desprezo de mim e enroscou-se divertida no EU, até implodir em forma, som, imagem e sentir.
Deu-se por nome: Infinitude, de pai infinito e mãe, quietude.
Conseguem descrever o sentir quando esta palavra implode dentro do nosso olhar? Conseguem despegar-se dela?
Conseguem atingir com o ver, a profundidade da serenidade que o saborear da Infinitude nos oferece?
Não se encontra por aí, a palavra, eu sei, procurei-a em todos os livros que já li, devorei o arquivo das palavras e à medida que fui procurando, fui crescendo perdido na emoção do sentir.
Tem um problema, nada é perfeito, nem as palavras, não permanece…
Talvez ande por aí a saltar de alma em alma...
Tenho pena que não tenha tempo de me revisitar, queria tanto senti-la outra vez…
25 agosto 2004
o fato, de um dia sem ventura
O dia acordou-me branco, alado, cor de lençol.
Dei passos curtos, medrosos, hesitantes.
Estava sem palavras.
Dormiam.
Ninguém anda a passear na existência sem palavras, as suas.
As minhas ficaram Todas a desenhar brincadeiras, incolores, desassossegadas no sonho, revoltadas. Na almofada.
Penso na imagem de um homem que se passeia sem ventura, sem palavras. Não consigo imagem, porque a digo antes de ver e estou sem palavras, as minhas…
Será?
Finjo?
Fragmento-me?
Cala-te!
Acorda-as e veste-te nelas!
Dei passos curtos, medrosos, hesitantes.
Estava sem palavras.
Dormiam.
Ninguém anda a passear na existência sem palavras, as suas.
As minhas ficaram Todas a desenhar brincadeiras, incolores, desassossegadas no sonho, revoltadas. Na almofada.
Penso na imagem de um homem que se passeia sem ventura, sem palavras. Não consigo imagem, porque a digo antes de ver e estou sem palavras, as minhas…
Será?
Finjo?
Fragmento-me?
Cala-te!
Acorda-as e veste-te nelas!
24 agosto 2004
coisas de cágados e de mim...
Gosto de cágados!
Não lhe sei razão, mas sempre que os olho, contam-me histórias, os sapos também.
Sou esquisito, eu sei, mas não consigo evitar.
Um cágado, mais que um sapo, tem presença de filosofo.
Os filósofos contam histórias, os cágados também, mas mais profundas, porque têm todo o peso da eternidade.
Os cágados tem o desenho da eternidade. Parecem milenários, mesmo quando saem dos ovos.
Por vezes, ás escondidas de mim, ponho-me a andar lento como os cágados e não me saio nada mal, até conto histórias, só não sei quem escuta e se as ouvem como eu oiço, as histórias que eles me contam.
Não lhe sei razão, mas sempre que os olho, contam-me histórias, os sapos também.
Sou esquisito, eu sei, mas não consigo evitar.
Um cágado, mais que um sapo, tem presença de filosofo.
Os filósofos contam histórias, os cágados também, mas mais profundas, porque têm todo o peso da eternidade.
Os cágados tem o desenho da eternidade. Parecem milenários, mesmo quando saem dos ovos.
Por vezes, ás escondidas de mim, ponho-me a andar lento como os cágados e não me saio nada mal, até conto histórias, só não sei quem escuta e se as ouvem como eu oiço, as histórias que eles me contam.
23 agosto 2004
distracção
Sonhei que era pedaço de tinta, gota escorrida do pincel de artista. Não lhe sei nome, nem obra, nem a cor em que me vi pingo, porque me esborrachei inteiro na paleta do pintor…
caminhante
Carrego ás costas uma mochila, cheia de tempo. Vou montanha acima, esquecido da chave e do peso.
Vagueio, vagabundo no espaço.
Não procuro.
SOU!
Vagueio, vagabundo no espaço.
Não procuro.
SOU!
22 agosto 2004
AZUL
Agarrei nas asas e voei.
A ouvir-me,
SÓ!
Suspenso,
entre as nuvens, as árvores e o mar.
AZUL!
quase pássaro,
quase homem...
Figueira da Foz, 22 de Agosto, 2004
Caro Mário ( de Sá Carneiro)
Desculpa interromper o teu desassossego, mas quando acabei de sentir e escrever as plavras a que dei cor AZUL, vi-te!
Primeiro pensei, " ele voou de alto desta serra, sentiu estes verdes, este sol, este mar, este azul." Depressa dei pelo equívoco e percebi que afinal foste tu que andaste a voar dentro de mim...
Por este voo, o meu mais sincero obrigado,
Um abraço,
almaro
A ouvir-me,
SÓ!
Suspenso,
entre as nuvens, as árvores e o mar.
AZUL!
quase pássaro,
quase homem...
Figueira da Foz, 22 de Agosto, 2004
Caro Mário ( de Sá Carneiro)
Desculpa interromper o teu desassossego, mas quando acabei de sentir e escrever as plavras a que dei cor AZUL, vi-te!
Primeiro pensei, " ele voou de alto desta serra, sentiu estes verdes, este sol, este mar, este azul." Depressa dei pelo equívoco e percebi que afinal foste tu que andaste a voar dentro de mim...
Por este voo, o meu mais sincero obrigado,
Um abraço,
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