Quando intersecto com o olhar uma pessoa, uma árvore, uma flor, um rio, um monte ou coisa outra, sinto todo o peso da sua história...
17 setembro 2004
16 setembro 2004
15 setembro 2004
equilibrios (des)encontrados
Desequilibro-me no teu retrato, que retraço a lápis em movimentos luz.
Sou vagabundo que caminha nas linhas do corpo.
O teu!
Desalinho os contornos, geometrizo-os, como quem esconde a alma.
A tua!
Olho-te!
És sempre, TU!
Sou vagabundo que caminha nas linhas do corpo.
O teu!
Desalinho os contornos, geometrizo-os, como quem esconde a alma.
A tua!
Olho-te!
És sempre, TU!
14 setembro 2004
deambulações de uma bailarina
Há uma bailarina linda, que esvoaça em dança sem parar. É musica que enfeitiça o desenho do artista, que pinta e repinta a bailarina a dançar...
É dançarina, sem lágrima, quem chora é o trompete, o violino que tocam som fino, quase hino, à dançarina menina que dança sem parar.
Os olhos que brilham, que saltitam, maravilham e ensinam, o pintor a cantar...
É dançarina, sem lágrima, quem chora é o trompete, o violino que tocam som fino, quase hino, à dançarina menina que dança sem parar.
Os olhos que brilham, que saltitam, maravilham e ensinam, o pintor a cantar...
13 setembro 2004
viagens
Há um barco que me leva,
sem vento…
Rema,
Navega, entre neblinas coloridas de aguarela,
vou, em voo lento,
à janela.
Permaneço,
em movimento,
de luz-vela
sem tormento…
Continuidades...
"há um barco que me leva ao assassino das horas,navega, rente à noite e o silêncio chega para me manter acordada. "
Cláudia Ferreira
sem vento…
Rema,
Navega, entre neblinas coloridas de aguarela,
vou, em voo lento,
à janela.
Permaneço,
em movimento,
de luz-vela
sem tormento…
Continuidades...
"há um barco que me leva ao assassino das horas,navega, rente à noite e o silêncio chega para me manter acordada. "
Cláudia Ferreira
10 setembro 2004
lágrima-memória
Há um choro que me canta e embala no longe.
Sem tempo, no tempo.
Ergue-se gigante em luz-deserto, sem vento, sem dunas a um canto que me recorda.
Ecoa em oração de monge, que abala e acorda.
Oiço-a no fundo, ao fundo num quase azul suspenso que escorre em lamúria.
Som de mim sem fim.
Labirinto-muro, em fúria, de onda, de espuma que esfuma, branca, jasmim.
Há uma lágrima na memória que me sorri em abandono, esquecida que encanta e me chama e me sopra.
Não me diz, é memória sem história, por isso canta, por isso ri.
O desenho que se espalha, cor de palha, é palhaço.
O desenho que se espalha, cor de palha, é palhaço.
Roto, cor de aço-vermelho-baço.
Ri, de mim a brincar com as palavras, triste por ti, que não me olhas, não me vês porque parti!
09 setembro 2004
percepções
Há um farol à beira da minha noite que me assinala a presença do Mundo.
Aguarda-me em silêncio de sombra e segreda-me os invisíveis que me rodeiam sem cores. Sem ele não sentia os passos, sem ele era só eu.
Aguarda-me em silêncio de sombra e segreda-me os invisíveis que me rodeiam sem cores. Sem ele não sentia os passos, sem ele era só eu.
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