A solidão é um estado de não existência, onde o sentir se esconde no lado negro da nossa própria alma e não nos sai do olhar, preso no coração, sem a doce sensação da partilha e do dar...
In “ Apontamentos para um manual da serenidade", ou como se deve agarrar no sentir e pintá-lo com todas as cores e lançá-lo no Universo...
28 janeiro 2005
27 janeiro 2005
esquizofrenias coloridas, em jeito de fantasia
Abri a janela (deve ter um significado qualquer, isto de se estar sempre a escrever “janela” quando se sente “Liberdade”), de olhos limpos, com o olhar longe e ali fiquei a ver os verdes a brincar ás escondidas. (talvez a janela, signifique o estado de contemplação…talvez). Corriam de um lado para o outro ( os verdes, é bom não esquecer...), doidos, alegres, livres ( o “doidos” estará deslocado? Excessivo?Julgo que não…). Pintam a terra toda, inteira, até ao horizonte ( cá está o "meu horizonte", que mania tem ele de se interpor entre o meu olhar e a minha fantasia. Será limite? Não acredito. Quando me pinto horizonte sinto, infinito…), só não sei se mergulharam no mar…
Corri com eles, não fossem fugir e brincar para outros lados sem mim. Estou lá ao fundo, a fingir-me de amarelo (será que contagiei as minhas cores com esta esquizofrenia que não me larga o sentir? Não! Apenas me desdobro, disseco, anatomizo o meu Ver e pinto-o…)
Corri com eles, não fossem fugir e brincar para outros lados sem mim. Estou lá ao fundo, a fingir-me de amarelo (será que contagiei as minhas cores com esta esquizofrenia que não me larga o sentir? Não! Apenas me desdobro, disseco, anatomizo o meu Ver e pinto-o…)
26 janeiro 2005
disse-lhe...
Ouvi uns tambores que me gritavam, em choro de agonia.
Olhei-me, só, num deserto de cores, a ouvir, a escutar os gritos-eco, em ritmos-lágrima…
Eram sons do tempo, assustados, que se esconderam de mim e se perderam do meu olhar…
Dorme…descansa, estou aqui…disse-lhe.
Passei-lhe as mãos pelos cabelos de criança e adormecemos no reencontro dos passos que demos, juntos, noutros espaços, noutros tempos.
Dorme…descansa, não te deixarei ..., disse-lhe…
Olhei-me, só, num deserto de cores, a ouvir, a escutar os gritos-eco, em ritmos-lágrima…
Eram sons do tempo, assustados, que se esconderam de mim e se perderam do meu olhar…
Dorme…descansa, estou aqui…disse-lhe.
Passei-lhe as mãos pelos cabelos de criança e adormecemos no reencontro dos passos que demos, juntos, noutros espaços, noutros tempos.
Dorme…descansa, não te deixarei ..., disse-lhe…
25 janeiro 2005
metamorfose entre fronteiras
Afastei-me, passo após passo, à procura de sombra, para poder ver todos os matizes do dia que se pintou sozinho.
Procuro a distância que o separa do olhar, com a curiosidade de quem procura a descoberta. Prendo-me na nitidez da linha que separa a sombra e as cores que se afirmam orgulhosas de luz, a desafiar o sentir e os sentidos.
Fixo-a sem forma e desequilibro-a, ao mergulhar fundo, no mundo imaginário que borbulha entre um e outro e me transforma em gaivota-flor com pinturas de palhaço-saltimbanco e por ali fico a ser-me…
Estou, o tempo exacto, com o olhar que me calhou na herança-da-descoberta, como pedaço de cauda de lagartixa, separada do corpo em pasmos do existir.
Viagem fugaz, ao mundo que me vive no olhar de menino que se funde com a ténue linha que se contorna de sombra.
Instantes sem memória que se maravilham extasiados, perdidos no tempo, inteiros, no sonho de uma criança que se deixa ir no balão que lhe fugiu para o céu até se transformar em estrela...
Procuro a distância que o separa do olhar, com a curiosidade de quem procura a descoberta. Prendo-me na nitidez da linha que separa a sombra e as cores que se afirmam orgulhosas de luz, a desafiar o sentir e os sentidos.
Fixo-a sem forma e desequilibro-a, ao mergulhar fundo, no mundo imaginário que borbulha entre um e outro e me transforma em gaivota-flor com pinturas de palhaço-saltimbanco e por ali fico a ser-me…
Estou, o tempo exacto, com o olhar que me calhou na herança-da-descoberta, como pedaço de cauda de lagartixa, separada do corpo em pasmos do existir.
Viagem fugaz, ao mundo que me vive no olhar de menino que se funde com a ténue linha que se contorna de sombra.
Instantes sem memória que se maravilham extasiados, perdidos no tempo, inteiros, no sonho de uma criança que se deixa ir no balão que lhe fugiu para o céu até se transformar em estrela...
23 janeiro 2005
nos caminhos à volta do Um
Todos os caminhos vão dar à Harmonia, mesmo aqueles que atravessam o âmago de um vulcão, desde que nunca se perca o ir e a vontade de a encontrar
In “ Apontamentos para um manual para a serenidade”, ou como devemos estar atentos a todos os sinais que nos atropelam o olhar
In “ Apontamentos para um manual para a serenidade”, ou como devemos estar atentos a todos os sinais que nos atropelam o olhar
22 janeiro 2005
Sem desistir
Não vale a pena mentir,
não me sei no que dou,
na intensidade do que sou…
Não me soletrem o olhar,
não estou!
Não vos peço caminhos,
Não vos peço nada,
Vou!
Só!
Ferido na asa.
Olho,
as vezes que chorei,
a intensidade com que amei,
de mais…
Hoje,
deslizo-me no sangue,
a sentir,
em dor que só eu sei,
sem cais.
Não vale a pena fingir…
Amar?
Só olhando o mar,
que vai e vem,
sem desistir…
não me sei no que dou,
na intensidade do que sou…
Não me soletrem o olhar,
não estou!
Não vos peço caminhos,
Não vos peço nada,
Vou!
Só!
Ferido na asa.
Olho,
as vezes que chorei,
a intensidade com que amei,
de mais…
Hoje,
deslizo-me no sangue,
a sentir,
em dor que só eu sei,
sem cais.
Não vale a pena fingir…
Amar?
Só olhando o mar,
que vai e vem,
sem desistir…
21 janeiro 2005
do outro lado do limite
Deixei que o livro se desfolhasse em desnude, folha a folha sem me fixar nas palavras, indiferente à sua História.
Fazia-lhe companhia, sem curiosidade outra do que aquela que me mantinha ali a olhar o livro a dançar-se no tempo…
O tempo escorregou até ao Fim, sem trocarmos uma palavra.
Ele tinha toda a sua história e eu a minha. Ambas se escreviam com todas as palavras que o livro continha.
As palavras todas, cabiam em toda a minha história, mesmo naquela outra que ainda não se desenhou no sentir…
Tenho tão pouco tempo para descobrir uma palavra que não caiba no livro e que sirva inteira na minha história por colorir...
Fazia-lhe companhia, sem curiosidade outra do que aquela que me mantinha ali a olhar o livro a dançar-se no tempo…
O tempo escorregou até ao Fim, sem trocarmos uma palavra.
Ele tinha toda a sua história e eu a minha. Ambas se escreviam com todas as palavras que o livro continha.
As palavras todas, cabiam em toda a minha história, mesmo naquela outra que ainda não se desenhou no sentir…
Tenho tão pouco tempo para descobrir uma palavra que não caiba no livro e que sirva inteira na minha história por colorir...
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