Recortei, as minhas sombras, uma a uma com tesoura e bisturi.
D e s c o l e i – a s .
Não me sabia tantas !
Entornei-lhes transparências e joguei-as no mar (sempre tiveram tendências navegantes, estas "alter-sombras")…
Olhei-as, sopradas pelas ondas e imaginei no desenho, uma nuvem de gaivotas a segui-las em manto-branco-trompetista, até ao horizonte, mas não vi nenhuma gaivota, nem mesmo no longe…devo-me ter enganado nas sombras…
18 maio 2005
17 maio 2005
interlúdio poetico
A Cláudia , capitão Mantras do Nautilus vai dizer poesia ( como só ela sabe), dita com o olhar no , dia 21 de Maio, pelas 18 horas, na Fnac do NorteShopping, no lançamento do livro de poesia A NUVEM PRATEADA DAS PESSOAS GRAVES, de RUI COSTA , das Quasi Edições.
Apareçam, porque tenho a certeza de que vão gostar muito do livro e da forma ouvida em que se transforma a poesia sentida pela Cláudia.
também podem aparecer em Aveiro no próximo dia 25 ás 21,30 na Feira do Livro
16 maio 2005
distracções , (in)consequentes
O céu caiu!
Todo!
Desamparado,
desarrumado.
Desprendeu-se dos azuis e tombou trôpego-cinzento, pesado como um cobertor-de-papa-molhado-das-lágrimas-da-nascente-do-Nilo …
Eh! Oh de cima, então?
Vá de içar isto, que coisa assim não é de baixo é de cima!
Vá Iça!
Isso!
Devagar…
Alto! Mais à direita…sim…mais um pouco...ÔH!
Iça!
Iça!
Isso!
Como andam distraídos, vai uma pessoa a passar e pimba!
Chiça!
Todo!
Desamparado,
desarrumado.
Desprendeu-se dos azuis e tombou trôpego-cinzento, pesado como um cobertor-de-papa-molhado-das-lágrimas-da-nascente-do-Nilo …
Eh! Oh de cima, então?
Vá de içar isto, que coisa assim não é de baixo é de cima!
Vá Iça!
Isso!
Devagar…
Alto! Mais à direita…sim…mais um pouco...ÔH!
Iça!
Iça!
Isso!
Como andam distraídos, vai uma pessoa a passar e pimba!
Chiça!
15 maio 2005
isto hoje não é para ler
A Lua nasceu de pernas para o ar.
Fiquei a vê-la, parado, a derreter-me extasiado em tentativas de desenhar o visto e a ouvi-la rir-se de mim em gargalhadas trovelescas ( burlescas?)…
Pode rir-se à vontade, mas desenhar a Lua de pernas para o ar é cousa importante e ÚNICA!
Sempre pensei que AZUL era AZUL, AMARELO, AMARELO, mas VER, AZUL ou cor qualquer de pernas para o ar é cousa SURREALISTA!
Vou telefonar ao Cesarini e pintar uma fonte, fiquei cheio de sede de me interrogar sem olhar resposta...
Nota: a alusão a Mário Cesariny ( quasi me esquecia do y ), não tem autorização do autor , mas fica a imagem ou o sentir de uma conversa de surdos, porque afinal de contas está tudo virado de pernas para o ar...só a fonte, dá vida e corre para o mar...
Fiquei a vê-la, parado, a derreter-me extasiado em tentativas de desenhar o visto e a ouvi-la rir-se de mim em gargalhadas trovelescas ( burlescas?)…
Pode rir-se à vontade, mas desenhar a Lua de pernas para o ar é cousa importante e ÚNICA!
Sempre pensei que AZUL era AZUL, AMARELO, AMARELO, mas VER, AZUL ou cor qualquer de pernas para o ar é cousa SURREALISTA!
Vou telefonar ao Cesarini e pintar uma fonte, fiquei cheio de sede de me interrogar sem olhar resposta...
Nota: a alusão a Mário Cesariny ( quasi me esquecia do y ), não tem autorização do autor , mas fica a imagem ou o sentir de uma conversa de surdos, porque afinal de contas está tudo virado de pernas para o ar...só a fonte, dá vida e corre para o mar...
14 maio 2005
traz todas as tuas tintas, não escolhas nenhuma e deixa o sentir pintar-te
Queria tanto desenhar,
letra
por
letra,
toda a poesia que se pinta-de-olhares na minha estante-inclinada, gravada no sentir por linhas finas,
fundas,
como que pendurada no estendal a dançar,
colorida
qual folha de Outono a pingar da árvore, desprendida…
Ah, isto de se querer mais do que a vida é um desencontro ininterrupto, sem tamanho que cabe inteiro na contradição de estarmos presos no tempo em voares de colibri...
letra
por
letra,
toda a poesia que se pinta-de-olhares na minha estante-inclinada, gravada no sentir por linhas finas,
fundas,
como que pendurada no estendal a dançar,
colorida
qual folha de Outono a pingar da árvore, desprendida…
Ah, isto de se querer mais do que a vida é um desencontro ininterrupto, sem tamanho que cabe inteiro na contradição de estarmos presos no tempo em voares de colibri...
13 maio 2005
quando as minhas lágrimas ( também elas), choram
As lágrimas ausentam-se de mim,
uma
a
uma,
gotas de tempo
sem espaço.
No rosto,
laminas frias de aço,
uma
e
uma,
todas,
num mar de sargaço
sem fim …
Aguada de cor,
pintada na dor,
sem abraço.
Rio sem destino
nem memória,
gaivota ferida,
caída,
assim
no branco-cal,
em folha que escrevi,
sem história.
Ver que não vivi,
desenho-te,
esboço
de
risco fosco,
sinal-sombra em mar acido…
Fel
que
tomba
na
pele
que tece
e arde
no sal
que desaparece
em mim…
uma
a
uma,
gotas de tempo
sem espaço.
No rosto,
laminas frias de aço,
uma
e
uma,
todas,
num mar de sargaço
sem fim …
Aguada de cor,
pintada na dor,
sem abraço.
Rio sem destino
nem memória,
gaivota ferida,
caída,
assim
no branco-cal,
em folha que escrevi,
sem história.
Ver que não vivi,
desenho-te,
esboço
de
risco fosco,
sinal-sombra em mar acido…
Fel
que
tomba
na
pele
que tece
e arde
no sal
que desaparece
em mim…
12 maio 2005
aveiro, hoje
É dia da cidade.
De festa.
Dia de Joana.
Santa.
Tocam os sinos, a fanfarra…
Há perfume a pipocas,
algodão,
foguetes.
Discursos aqui,
ali,
com sentido e não
palmas ali,
aqui,
sentidas,
ou sem emoção,
joguetes...
É dia de festa,
de cores,
procissão.
Pandeiretas,
pandas,
como velas,
ao vento…
Afasto-me,
lento.
Sou moliceiro navegante,
enfunado de levante,
barco perdido,
distante,
ao relento..
De festa.
Dia de Joana.
Santa.
Tocam os sinos, a fanfarra…
Há perfume a pipocas,
algodão,
foguetes.
Discursos aqui,
ali,
com sentido e não
palmas ali,
aqui,
sentidas,
ou sem emoção,
joguetes...
É dia de festa,
de cores,
procissão.
Pandeiretas,
pandas,
como velas,
ao vento…
Afasto-me,
lento.
Sou moliceiro navegante,
enfunado de levante,
barco perdido,
distante,
ao relento..
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