Prendi-me às velas de um barco que se escondeu onde o mar e o sol escorregam, abraçadas ao mistério da Descoberta…
Sopro o vento,
a fingir-me caravela…
Voo,
em brancos-bruma,
e
sou,
Gotas-sangue,
de aguarela.
29 maio 2005
27 maio 2005
sons em branco...surdos
A onda espumou com raiva lenta os gritos surdos de uma gaivota que se perdeu entre os azuis...
26 maio 2005
divagações
O desenho é como um poema, só a linha que o delimita na forma e exalta o sentir, tem vida própria, tudo o que fica fora dela só merece a invisibilidade…
As linhas e as letras para o poeta são uma e a mesma coisa.
Não sei escrever, nem sei desenho, mas sei poema, porque poema é de cada um e nasce no VER.
O que o rodeia são suposições que deformam o original. Só o original nasceu do SENTIR o que se segue apenas O provoca.
As linhas e as letras para o poeta são uma e a mesma coisa.
Não sei escrever, nem sei desenho, mas sei poema, porque poema é de cada um e nasce no VER.
O que o rodeia são suposições que deformam o original. Só o original nasceu do SENTIR o que se segue apenas O provoca.
25 maio 2005
se a existência se resume ao" ter e não ter"...não tenho!
Não tenho invisibilidades…
Até a imaginação se põe a dançar com uma bailarina-borboleta (que se diverte em sombras), ao som de uma guitarra que se abraça a uma trompete que se finge piano e fala comigo em sussuros de feiticeiro africano...( colorido em tons de Malagatana)
Até a imaginação se põe a dançar com uma bailarina-borboleta (que se diverte em sombras), ao som de uma guitarra que se abraça a uma trompete que se finge piano e fala comigo em sussuros de feiticeiro africano...( colorido em tons de Malagatana)
24 maio 2005
o palhaço de D. Quixote
D. Quixote tinha um palhaço…
Não o era o Sancho, nem o próprio, o Cervantes, muito menos o Rocinante…
Era eu…só que cheguei atrasado à história…
Não o era o Sancho, nem o próprio, o Cervantes, muito menos o Rocinante…
Era eu…só que cheguei atrasado à história…
de pernas para o ar
Nasci ao contrário ( com os olhos a fugir para dentro, numa tentativa vã de não existir na Luz).
Todos o sabem?
Não! Não todos, a mãe sabe, eu também, disse-o ela em grito de parto engasgado. Cansada.
Talvez por isso me sinta bem no Ver que se desenha no olhar, de pernas para o ar…
Só assim entendo e descodifico o Ser-Me…o resto do Todo, é artificial, articulado no Ver-em-câmara-escura ( sei eu e todos que na câmara escura a imagem anda por ali em bolandas de pernas para o ar para ser vista)
Eu vejo o sentir em fenómeno óptico…tudo de pernas para o ar, sem câmara escura…
Todos o sabem?
Não! Não todos, a mãe sabe, eu também, disse-o ela em grito de parto engasgado. Cansada.
Talvez por isso me sinta bem no Ver que se desenha no olhar, de pernas para o ar…
Só assim entendo e descodifico o Ser-Me…o resto do Todo, é artificial, articulado no Ver-em-câmara-escura ( sei eu e todos que na câmara escura a imagem anda por ali em bolandas de pernas para o ar para ser vista)
Eu vejo o sentir em fenómeno óptico…tudo de pernas para o ar, sem câmara escura…
23 maio 2005
A quem vai tendo a paciência de me ler fica o aviso que retirei a possibilidade de comentários em todos os espaços que criei…
Por cobardia,
dirão uns...
aceito ( digo eu, com a convicção que me assiste),
censura? Sim, assumidamente,
mas a verdade é que não me sinto com vontade nem disposição para receber insultos.
Que me inventem o EU, não quero saber. Não me interessa. Que o façam noutros espaços, é direito vosso, também não me interessa, mas não o permitirei que o façam neste espaço.
Este espaço, e os outros em que me escrevo ou pinto foram criados com um enorme prazer e existirão até ao momento em que me derem prazer.
É um direito meu.
Sou como sou, tenho sobretudo defeitos, por isso me isolo, por isso escrevo na minha solidão, no meu canto.
Fica um obrigado a todos os que me foram comentando, esperando que entendam que não tenho outra intenção que a de conseguir continuar a rever-me neste espaço, como meu, como reflexo do meu olhar e que só o conseguirei fazer se para tal tiver vontade.
Por cobardia,
dirão uns...
aceito ( digo eu, com a convicção que me assiste),
censura? Sim, assumidamente,
mas a verdade é que não me sinto com vontade nem disposição para receber insultos.
Que me inventem o EU, não quero saber. Não me interessa. Que o façam noutros espaços, é direito vosso, também não me interessa, mas não o permitirei que o façam neste espaço.
Este espaço, e os outros em que me escrevo ou pinto foram criados com um enorme prazer e existirão até ao momento em que me derem prazer.
É um direito meu.
Sou como sou, tenho sobretudo defeitos, por isso me isolo, por isso escrevo na minha solidão, no meu canto.
Fica um obrigado a todos os que me foram comentando, esperando que entendam que não tenho outra intenção que a de conseguir continuar a rever-me neste espaço, como meu, como reflexo do meu olhar e que só o conseguirei fazer se para tal tiver vontade.
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