Onde estás?
Aqui!
Onde?
Entre o que sentes e o que vês…
Ah! Estás no Eu!
In “ apontamentos para um manual da serenidade” ou como uma ausência nos desenha o Eu, ou como somos um somatório de ausências, ou ainda como o vazio nos envolve em caminhos e nos leva no ir...
05 julho 2005
04 julho 2005
...
Não escrevo.
Pesam-me as palavras que esvoaçam escuras.
Não gosto de palavras sem cor.
Não escrevo.
São silêncios de dor…
Pesam-me as palavras que esvoaçam escuras.
Não gosto de palavras sem cor.
Não escrevo.
São silêncios de dor…
02 julho 2005
30 junho 2005
de papel...no azul
Vagueio o vazio,
O mesmo.
O sempre que me navega,
vagabundo,
o que me habita no destempo do Eu que me cega…
Marco sem bússola as pegadas
que gravo,
grave,
no Mar…
É esse o desenho do meu vazio…
Os passos no azul…
Os pássaros?
De papel?
Presos?
No fio?
Não,
Não há pássaros azuis-de-mar e eu sou pássaro-onda,
branco-espuma,
nuvem,
que vagueio no vazio,
nos passos,
sem compasso,
perdido no tempo...
No pêndulo?
No templo?
Gravo as pegadas,
uma
a
uma em voo alado,
sem destino.
Não procuro,
ando,
vazio,
num círculo,
longe de mim...
De TI?
Sou onda-eco,
que desenha passos,
no jardim…
O mesmo.
O sempre que me navega,
vagabundo,
o que me habita no destempo do Eu que me cega…
Marco sem bússola as pegadas
que gravo,
grave,
no Mar…
É esse o desenho do meu vazio…
Os passos no azul…
Os pássaros?
De papel?
Presos?
No fio?
Não,
Não há pássaros azuis-de-mar e eu sou pássaro-onda,
branco-espuma,
nuvem,
que vagueio no vazio,
nos passos,
sem compasso,
perdido no tempo...
No pêndulo?
No templo?
Gravo as pegadas,
uma
a
uma em voo alado,
sem destino.
Não procuro,
ando,
vazio,
num círculo,
longe de mim...
De TI?
Sou onda-eco,
que desenha passos,
no jardim…
29 junho 2005
(des)humanidades
pinto, de lápis e cores de água.
suave ,
não vá o lápis revoltar-se.
os olhos do lápis partem-se em lágrimas se lhe transmito a dor disforme que me salta do ver.
aguarelo-me inteiro,
dessalinado,
em ossadas-andantes-na-negritude-do-sangue-fome.
não tenho ódios,
nem raivas,
nem palavras,
nem gritos,
sou indignação.
por inteiro.
afiado, como o lápis que me escreve,
sem poesia nem perdão.
pinto,
suave,
com o cuspo da ilusão.
parem o tempo!
já!
ah se desse, parava-o eu,
a cada segundo morre uma criança sem (a)deus .
parem o tempo já.
agora!
para que não morra a criança que ainda não nasceu…
já não grito.
já não choro.
sangro sal.
uivo ,
sou animal.
suave ,
não vá o lápis revoltar-se.
os olhos do lápis partem-se em lágrimas se lhe transmito a dor disforme que me salta do ver.
aguarelo-me inteiro,
dessalinado,
em ossadas-andantes-na-negritude-do-sangue-fome.
não tenho ódios,
nem raivas,
nem palavras,
nem gritos,
sou indignação.
por inteiro.
afiado, como o lápis que me escreve,
sem poesia nem perdão.
pinto,
suave,
com o cuspo da ilusão.
parem o tempo!
já!
ah se desse, parava-o eu,
a cada segundo morre uma criança sem (a)deus .
parem o tempo já.
agora!
para que não morra a criança que ainda não nasceu…
já não grito.
já não choro.
sangro sal.
uivo ,
sou animal.
28 junho 2005
desencontros
Encontrei nuvem que me contou coisas que só o céu sabe. Disse-me assim sem vergonha e com escárnio que nos olha um a um e se põe a imaginar um desenho para cada qual. Disse (faladora dos diabos esta nuvem…) que me viu palhaço quando eu ainda era só coisa pequena, mas que agora estava disforme…
Estou à espera que te desenhes, sublinhou num sussurro arrogante e sem sorrisos.
Vou falar com outra nuvem…esta não tem imaginação nenhuma.
Estou à espera que te desenhes, sublinhou num sussurro arrogante e sem sorrisos.
Vou falar com outra nuvem…esta não tem imaginação nenhuma.
27 junho 2005
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