07 julho 2005
bailados amordaçados
A revolta contra a extinção do Ballet Gulbenkian resultou numa petição on-line. Será entregue ao Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
Estou de acordo e assinei.
A última parte merece ser transcrita:
«É, na nossa opinião, um crime cultural contra o país. Temos noção de que o BG não é uma instituição pública. Sabemos que a Fundação Calouste Gulbenkian é soberana nesta decisão. Mas quarenta anos de vida – e que vida – tornaram o BG património nacional. E o património nacional, manda a lei, a ética e o bom senso, deve ser defendido. Esta extinção não faz justiça ao Ballet Gulbenkian nem ao seu público. Não faz justiça a Portugal. Nem faz justiça à Fundação Calouste Gulbenkian, grande farol de um país culturalmente tacteante. Pedimos, por isso, que reconsiderem a vossa decisão. Sob pena de ficarem para a história – da FCG e de Portugal – como os carrascos de um membro insubstituível do panorama artístico nacional.»
Para darem o vosso apoio basta acederem aqui:
http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html
Estou de acordo e assinei.
A última parte merece ser transcrita:
«É, na nossa opinião, um crime cultural contra o país. Temos noção de que o BG não é uma instituição pública. Sabemos que a Fundação Calouste Gulbenkian é soberana nesta decisão. Mas quarenta anos de vida – e que vida – tornaram o BG património nacional. E o património nacional, manda a lei, a ética e o bom senso, deve ser defendido. Esta extinção não faz justiça ao Ballet Gulbenkian nem ao seu público. Não faz justiça a Portugal. Nem faz justiça à Fundação Calouste Gulbenkian, grande farol de um país culturalmente tacteante. Pedimos, por isso, que reconsiderem a vossa decisão. Sob pena de ficarem para a história – da FCG e de Portugal – como os carrascos de um membro insubstituível do panorama artístico nacional.»
Para darem o vosso apoio basta acederem aqui:
http://www.petitiononline.com/bg05ext/petition.html
o guardador vagabundo
Vi um pastor,
sossegado,
caminhante...
Passeava flores,
divertido com o Universo…
Ah! Deus meu…e as cores do sorriso das flores…
Fosse eu pedaço,
verso,
estilhaço,
ou
sombra do pastor,
e era eu que ria,
quase palhaço,
deste dia, que nasceu,
aço,
fino,
aguçado,
de dor…
vi,
um pastor,
não de gado…
de flores…
Não tinha capela,
nem templo,
nem arado,
tinha um sorriso rasgado,
por estar ali,
descansado,
a vaguear o aroma das cores…
sossegado,
caminhante...
Passeava flores,
divertido com o Universo…
Ah! Deus meu…e as cores do sorriso das flores…
Fosse eu pedaço,
verso,
estilhaço,
ou
sombra do pastor,
e era eu que ria,
quase palhaço,
deste dia, que nasceu,
aço,
fino,
aguçado,
de dor…
vi,
um pastor,
não de gado…
de flores…
Não tinha capela,
nem templo,
nem arado,
tinha um sorriso rasgado,
por estar ali,
descansado,
a vaguear o aroma das cores…
06 julho 2005
descuidos
As nuvens (des)azularam o céu com histórias gotículosas que se desfazem na pele como brisas de afectos. Acariciou-me uma que me disse sem ventos nem cerimónias “ …andas desatento-de-cores…mergulha-te no desdentro e vive cada palavra que não ousas…”
In “ Apontamentos para um manual da serenidade”, ou como devemos olhar para fora da concha-do-eu para sentirmos a Vida que se nos oferece e nos empurra no existir…
desazularam = pintalgaram de branco o céu ( emitiram sons de segredo no sentir de quem escreve)
goticulosas = tentação de quem escreve de confundir o leitor, com gulosas ( gotas pequenas gulosas? ávidas de se ouvirem? doces? ternurentas?) De qualquer forma a imagem é de pedaços de nuvem que nos beijam a pele...
desdentro = influência da literatura africana, cada vez mais presente na minha forma de estender as palavras no sentir e de reinventar sentidos ( Mia Couto, Pepetela…) que na verdade apenas pretende dizer, para fora ,de dentro para fora…sai de ti...
Peço desculpa ás palavras de as aprisionar em sentidos. Não é habito meu impor paternidades...
In “ Apontamentos para um manual da serenidade”, ou como devemos olhar para fora da concha-do-eu para sentirmos a Vida que se nos oferece e nos empurra no existir…
desazularam = pintalgaram de branco o céu ( emitiram sons de segredo no sentir de quem escreve)
goticulosas = tentação de quem escreve de confundir o leitor, com gulosas ( gotas pequenas gulosas? ávidas de se ouvirem? doces? ternurentas?) De qualquer forma a imagem é de pedaços de nuvem que nos beijam a pele...
desdentro = influência da literatura africana, cada vez mais presente na minha forma de estender as palavras no sentir e de reinventar sentidos ( Mia Couto, Pepetela…) que na verdade apenas pretende dizer, para fora ,de dentro para fora…sai de ti...
Peço desculpa ás palavras de as aprisionar em sentidos. Não é habito meu impor paternidades...
05 julho 2005
somatórios
Onde estás?
Aqui!
Onde?
Entre o que sentes e o que vês…
Ah! Estás no Eu!
In “ apontamentos para um manual da serenidade” ou como uma ausência nos desenha o Eu, ou como somos um somatório de ausências, ou ainda como o vazio nos envolve em caminhos e nos leva no ir...
Aqui!
Onde?
Entre o que sentes e o que vês…
Ah! Estás no Eu!
In “ apontamentos para um manual da serenidade” ou como uma ausência nos desenha o Eu, ou como somos um somatório de ausências, ou ainda como o vazio nos envolve em caminhos e nos leva no ir...
04 julho 2005
...
Não escrevo.
Pesam-me as palavras que esvoaçam escuras.
Não gosto de palavras sem cor.
Não escrevo.
São silêncios de dor…
Pesam-me as palavras que esvoaçam escuras.
Não gosto de palavras sem cor.
Não escrevo.
São silêncios de dor…
02 julho 2005
Subscrever:
Mensagens (Atom)
não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...
-
A tarde cansou-se de me esperar e foi por aí, sem saudades à aventura, sozinha. As tardes são coisas estranhas ( os dias, as noites, também,...
-
Vou fazer uma pausa. Cousa necessária em alturas de Presépio. É época de caminho. É por aí que vou, sem demoras que é viagem por dentro… Um...
-
escureceu uma brancura-de-nevoeiro, onde nem os passos se sentem. hesitantes. medrosos…( ou como é sempre necessário luz outra, quando nos p...
