Colei,
estrela-do-mar,
entre as nuvens e o azul da noite,
e outra,
do céu,
entre as águas e o horizonte salgado de ondas e ventos e mares.
Cada uma com cor sua.
(Quem não gostou foi a lua,
que ficou sem pedaço de luz com que se passeia,
nua,
pela rua. )
Mas o céu ficou salpicado de estrela princesa
que queria ver o mar lá do alto,
onde se escondem os desejos...
E o mar,
iluminado de estrela príncipe, quase rei, de uma luz suave de Natal.
Foi nestas andanças, de lua e de estrelas
que encontrei maravilhado,
pequeno animal,
que já não sabia quem era neste espaço universal...
se cavalo,
(coitado),
marinho,
apaixonado , pela estrela que tinha desejos maiores que amar coisa de rabo enrolado,
se menino enfeitiçado por estrela que se fez ao mar.
Fosse o que fosse,
o pequeno animal,
estava encantado,
por se sentir assim,
pasmo,
baralhado,
por esta confusão de ser joguete,
peão,
de poeta desastrado
que pinta,
com o que tem à mão,
distraído,
estrelas em qualquer lado,
no céu,
no mar
ou no coração...
14 julho 2005
13 julho 2005
tonalidades brancas
Pintei um branco que só a gaivota sabe e salguei-me nos céus-vermelho-sangue…
Hoje sou “pôr-de-gaivota” que se esconde no horizonte-verde-mar…
Pintei um branco que só a dor sabe e tatuei uma lágrima doce que beijou o mar…
Hoje sou “pôr-de-gaivota” que se esconde no horizonte-verde-mar…
Pintei um branco que só a dor sabe e tatuei uma lágrima doce que beijou o mar…
12 julho 2005
futuro(s)
Só há futuro se ousares…
De outra forma só te restam dias que se repetem ao ritmo da rotina, que se desfolham como um livro branco, em monotonias…
Se resistires a folhear as páginas brancas sem esboçares um sentir, sem te deparares com um impulso de um desenho, de uma letra, de um risco, então estás perdido. Enterra-te!
Mas se ousares um sentir, então nasce o NOVO e esse arrasta-te no futuro...
In " apontamentos para um manual para a serenidade" ou como tudo se pode tornar simples se nos maravilharmos com a emoção do desenhar o futuro através do sentir...
De outra forma só te restam dias que se repetem ao ritmo da rotina, que se desfolham como um livro branco, em monotonias…
Se resistires a folhear as páginas brancas sem esboçares um sentir, sem te deparares com um impulso de um desenho, de uma letra, de um risco, então estás perdido. Enterra-te!
Mas se ousares um sentir, então nasce o NOVO e esse arrasta-te no futuro...
In " apontamentos para um manual para a serenidade" ou como tudo se pode tornar simples se nos maravilharmos com a emoção do desenhar o futuro através do sentir...
11 julho 2005
o grão de areia
Se fechares a mão e prenderes o que nela cabe, todo o Mundo te escorrega entre os dedos e o que te sobra , só existe para ti…
In “ Apontamentos para um manual de serenidade” ou como quando te aproprias de um grão de areia, todo o Universo se ri de ti…
In “ Apontamentos para um manual de serenidade” ou como quando te aproprias de um grão de areia, todo o Universo se ri de ti…
10 julho 2005
forças
Se abres as mãos para sentir a força do vento, do mar e dos rios, porque não abres coração para sentir a força da vida?
In" apontamentos para um manual da serenidade", ou como não sendo possível agarrar a totalidade, é sempre possível senti-la...
In" apontamentos para um manual da serenidade", ou como não sendo possível agarrar a totalidade, é sempre possível senti-la...
08 julho 2005
africa
Há um pássaro negro em mim que pinta o céu de sol em esvoaços,
livres,
outro que me pesa em ecos-sombras
coloridos-de-lagrima,
tristes.
Águia-corvo de um mesmo voo que se agonia sem audácia
e pousa triste em terras,
longe,
de acácias,
rubras,
sem céu,
nem
asas...
livres,
outro que me pesa em ecos-sombras
coloridos-de-lagrima,
tristes.
Águia-corvo de um mesmo voo que se agonia sem audácia
e pousa triste em terras,
longe,
de acácias,
rubras,
sem céu,
nem
asas...
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