19 julho 2005

dúvidas

Entre as inúmeras possibilidades de acasos, em cada instante só te cabe Um, e nesse que é teu, gravitam outros incontáveis acasos que serão o Um de cada outro que te envolve O viver.
É nesse acaso, (sem dimensão para o olhar e o sentir) que uma simples flor, (desenhada na beleza de ser apenas flor), cabe na tua mão e simultaneamente não cabe no Universo, tamanho é o seu existir e a sua cor.
É assim que surge o Multiverso, contemporaneamente ínfimo e gigante…por isso devemos ter muito cuidado com o existir, porque os nossos instantes são determinantes para a Alma do Universo…

Nota: pede-se desculpa a quem lê, toda esta confusão exotérica. A ideia está embrulhada, labiríntica, mas estas coisas do imponderável, dos instantes e dos acasos são coisas de alma e essa não se deixa explicar, mesmo que ande distraída…
Vou olhar com mais detalhe esta coisa estranha do Multiverso / Universo, porque andei quase meia vida à procura do UM, e agora assim sem mais, sem pedir licença aparece outro UM simultâneo , paralelo "insomável "que me desordenou a serenidade do existir...

17 julho 2005

sem um fim

A vida não tem que ser uma vitória, uma incansável conquista, nem tem necessariamente que ter um propósito, basta que SEJA.
Só dessa forma nos conseguimos maravilhar com o UM, porque ele não é um Fim mas um Todo.

In “ apontamentos para um manual da serenidade ou como é tão fácil perdermo-nos no caminho quando confundimos o querer com o ser…

16 julho 2005

mestres

Vivo num país sem Mestres…
Não que os não hajam, mas porque todos o são…

In “apontamentos para um manual da serenidade” ou como a sabedoria não está na opinião que se tem mas como se transmite …

15 julho 2005

ingenuidades...

A consciência é a sombra colorida da alma. Persegue-a, delimita-a, com ou sem luz, abraça-a. Uma alma sem a sua sombra é como flor sem cor, existe mas não se sente…

In “ apontamentos para um manual da serenidade” ou como por vezes devemos deixar-nos ir com a ingenuidade do existir de mãos enlaçadas à nossa sombra-de-alma, vá ela por qualquer onde…

14 julho 2005

era uma vez...( desculpem, hoje só falo com crianças)

Colei,
estrela-do-mar,
entre as nuvens e o azul da noite,
e outra,
do céu,
entre as águas e o horizonte salgado de ondas e ventos e mares.
Cada uma com cor sua.
(Quem não gostou foi a lua,
que ficou sem pedaço de luz com que se passeia,
nua,
pela rua. )
Mas o céu ficou salpicado de estrela princesa
que queria ver o mar lá do alto,
onde se escondem os desejos...
E o mar,
iluminado de estrela príncipe, quase rei, de uma luz suave de Natal.
Foi nestas andanças, de lua e de estrelas
que encontrei maravilhado,
pequeno animal,
que já não sabia quem era neste espaço universal...
se cavalo,
(coitado),
marinho,
apaixonado , pela estrela que tinha desejos maiores que amar coisa de rabo enrolado,
se menino enfeitiçado por estrela que se fez ao mar.
Fosse o que fosse,
o pequeno animal,
estava encantado,
por se sentir assim,
pasmo,
baralhado,
por esta confusão de ser joguete,
peão,
de poeta desastrado
que pinta,
com o que tem à mão,
distraído,
estrelas em qualquer lado,
no céu,
no mar
ou no coração...

13 julho 2005

tonalidades brancas

Pintei um branco que só a gaivota sabe e salguei-me nos céus-vermelho-sangue…
Hoje sou “pôr-de-gaivota” que se esconde no horizonte-verde-mar…
Pintei um branco que só a dor sabe e tatuei uma lágrima doce que beijou o mar…

12 julho 2005

futuro(s)

Só há futuro se ousares…
De outra forma só te restam dias que se repetem ao ritmo da rotina, que se desfolham como um livro branco, em monotonias…
Se resistires a folhear as páginas brancas sem esboçares um sentir, sem te deparares com um impulso de um desenho, de uma letra, de um risco, então estás perdido. Enterra-te!
Mas se ousares um sentir, então nasce o NOVO e esse arrasta-te no futuro...

In " apontamentos para um manual para a serenidade" ou como tudo se pode tornar simples se nos maravilharmos com a emoção do desenhar o futuro através do sentir...

não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...