As estrelas zangaram-se enciumadas quando pintei o céu de missangas coloridas.
Cresceram muito as minhas estrelas, perderam a fantasia…
09 setembro 2005
08 setembro 2005
Notredame
Não há surrealismo que me pinte ou escreva…
Fiquei preso na ponta do arco-íris,
enamorado,
nas gotas de um bago de uva,
a tocar violinos,
e
a dançar com o vento e a chuva…
ah, soubesse ter errado os caminhos e teria encontrado o desenho pintado de Nossa Senhora Paris, numa lágrima de neve pura…
Fiquei preso na ponta do arco-íris,
enamorado,
nas gotas de um bago de uva,
a tocar violinos,
e
a dançar com o vento e a chuva…
ah, soubesse ter errado os caminhos e teria encontrado o desenho pintado de Nossa Senhora Paris, numa lágrima de neve pura…
07 setembro 2005
fados
Escrevo lágrimas de guitarra que só ela sabe pintar,
toca em bailados
de-di-lha-dos,
em-sons-de-sol,
a-la-dos,
numa história de encantar…
Não tem reis,
nem princesas,
nem rainhas,
nem sapos,
é fado que sente numa noite de luar.
Sal-ti-ta a musica,
leva a cor e o olhar…
Quente esta musa,
que ousa amar,
sopra a guitarra,
sozinha,
num som de embalar.
Não é sonho,
nem gaivota,
é fantasia que toca para a cigana-de-olhos-de-mar,
soltar o corpo,
e
dançar…
sal-ti-ta-a-ci-ga-na,
nas cordas bambas
desta guitarra que chora
a cantar...
toca em bailados
de-di-lha-dos,
em-sons-de-sol,
a-la-dos,
numa história de encantar…
Não tem reis,
nem princesas,
nem rainhas,
nem sapos,
é fado que sente numa noite de luar.
Sal-ti-ta a musica,
leva a cor e o olhar…
Quente esta musa,
que ousa amar,
sopra a guitarra,
sozinha,
num som de embalar.
Não é sonho,
nem gaivota,
é fantasia que toca para a cigana-de-olhos-de-mar,
soltar o corpo,
e
dançar…
sal-ti-ta-a-ci-ga-na,
nas cordas bambas
desta guitarra que chora
a cantar...
06 setembro 2005
esquiço de uma noite
Desenhei uma árvore pendurada no céu com as raízes abraçadas à lua…
Vesti-a de borboletas…
Eu,
em silhueta chinesa, a imitar estátuas,
tocava flauta-de-Pain, para encantar estrelas que bailavam quase cisnes,
quase fadas,
quase letras…
Vesti-a de borboletas…
Eu,
em silhueta chinesa, a imitar estátuas,
tocava flauta-de-Pain, para encantar estrelas que bailavam quase cisnes,
quase fadas,
quase letras…
05 setembro 2005
alísios
Irrequieto-me nos alísios de um dia quente que se esvai em gotículas dançarinas,
folheio a vida em soluços enleados numa aguarela cinza de sombras amarelas
e
o espelho finge-se de mim,
mas estou evaporado em silêncios que ecoam batuques-de-fogo e fumos-de-alma.
O dia esculpiu-se xistoso e o vento levou todas as cores num passeio sem retorno…
Há vozes ao longe…
Minhas.
Musicas e lamentos,
ladainhas antigas…
Só o barco me navega,
bailarino,
lento…
Já não sinto.
Inquieto-me e mergulho,
sozinho,
neste imenso vazio de um dia que se apressa mais que o vento,
sem história,
nem livro…
Só o desenho me lava,
e
leva
leve,
na ondulação das dunas,
desta linha deserta,
sem caminhos…
folheio a vida em soluços enleados numa aguarela cinza de sombras amarelas
e
o espelho finge-se de mim,
mas estou evaporado em silêncios que ecoam batuques-de-fogo e fumos-de-alma.
O dia esculpiu-se xistoso e o vento levou todas as cores num passeio sem retorno…
Há vozes ao longe…
Minhas.
Musicas e lamentos,
ladainhas antigas…
Só o barco me navega,
bailarino,
lento…
Já não sinto.
Inquieto-me e mergulho,
sozinho,
neste imenso vazio de um dia que se apressa mais que o vento,
sem história,
nem livro…
Só o desenho me lava,
e
leva
leve,
na ondulação das dunas,
desta linha deserta,
sem caminhos…
02 setembro 2005
no vermelho-sangue de terra que grita
A terra estremeceu,
soluçou gritos feiticeiros e emulou-se em desesperanças...
Asfixiou-se em respirares de fumos negros...
Lá,
onde o horizonte se azula,
o mar paralisou-se em tristezas e os navegares fantasmas deixaram de gerar ondas…
No fim,
o fogo suspendeu-se em queixumes de lágrimas secas e pairou impune nas nuvens sem sentidos,
nem ventos,
nem sombras,
nem destinos...
soluçou gritos feiticeiros e emulou-se em desesperanças...
Asfixiou-se em respirares de fumos negros...
Lá,
onde o horizonte se azula,
o mar paralisou-se em tristezas e os navegares fantasmas deixaram de gerar ondas…
No fim,
o fogo suspendeu-se em queixumes de lágrimas secas e pairou impune nas nuvens sem sentidos,
nem ventos,
nem sombras,
nem destinos...
01 setembro 2005
hibernações do Ver
Vou olhar a lua,
como uma gaivota que navega sem voares,
transformada em falua,
sem ventos,
nem estrelas,
nem azuis,
nem lugares…
Guarda-me a chave da gaveta…
Podes perdê-la
Tanto faz.
Vou (re)inventar tudo …outra vez...
como uma gaivota que navega sem voares,
transformada em falua,
sem ventos,
nem estrelas,
nem azuis,
nem lugares…
Guarda-me a chave da gaveta…
Podes perdê-la
Tanto faz.
Vou (re)inventar tudo …outra vez...
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