Espero,
sem resistir…
Dissolvo-me,
nuvem,
no Sol-poente,
doente…
Sou,
pedaço de vento,
demente…
Espero,
sem resistir,
entrelaçado nas raízes,
e volto do nada,
semente...
27 setembro 2005
26 setembro 2005
pedra angular
Desenhei uma pedra…
Angular!
Tem cor violeta,
quase azul…
Foi a cor que me voo no olhar,
podia ser outra, mas a vida,
é
roleta,
sem números par…
Esta pedra,
minha
e
tua
é
assim,
violeta,
quase azul,
como as asas de um colibri
ou
borboleta,
desenhadas ao luar…
Angular!
Tem cor violeta,
quase azul…
Foi a cor que me voo no olhar,
podia ser outra, mas a vida,
é
roleta,
sem números par…
Esta pedra,
minha
e
tua
é
assim,
violeta,
quase azul,
como as asas de um colibri
ou
borboleta,
desenhadas ao luar…
23 setembro 2005
preencher vazios
Há palavras que não cabem na poesia, e no entanto todas entram inteiras na Vida…
In “ Apontamentos para um manual da serenidade” ou como na vida, devemos, sempre que possível, preenchê-la de sentires, não vá o vazio, fazer-nos escorregar na vulgaridade do existir
In “ Apontamentos para um manual da serenidade” ou como na vida, devemos, sempre que possível, preenchê-la de sentires, não vá o vazio, fazer-nos escorregar na vulgaridade do existir
22 setembro 2005
longitudes...
Não há perto nem longe…há caminho…
Longe é quando se pára!
In “ Apontamentos para um manual da serenidade”, ou como, devemos ter cuidados muitos e não tropeçar no Perto, quando nos distraímos ao retirar o olhar do Horizonte e nos perdemos na vontade do ir…
Longe é quando se pára!
In “ Apontamentos para um manual da serenidade”, ou como, devemos ter cuidados muitos e não tropeçar no Perto, quando nos distraímos ao retirar o olhar do Horizonte e nos perdemos na vontade do ir…
21 setembro 2005
melodia das árvores, em tons de outonos
Enamorei-me por um Ulmeiro que se pintava de Rio e que sonhava com assobios de borboleta, sempre que o vento lhe soprava a sombra que morria…
20 setembro 2005
Brinquedos
Insisto em brincar com o tempo. É o meu brinquedo preferido. Atiro-o ao mar e ele volta sempre,
divertido…
Entre as ondas-do-tempo , há, escuso, um espaço de fantasia. É aí que mergulho e quase-quase, bebo alegria…
Nesse, instante-mágico-de-destempo-do-dia, vivo o sonho, de sentir o que está fora-de-mim…
É assim que brinco, com o tempo que me sobra em cada instante de sombra que transborda do meu dia
divertido…
Entre as ondas-do-tempo , há, escuso, um espaço de fantasia. É aí que mergulho e quase-quase, bebo alegria…
Nesse, instante-mágico-de-destempo-do-dia, vivo o sonho, de sentir o que está fora-de-mim…
É assim que brinco, com o tempo que me sobra em cada instante de sombra que transborda do meu dia
19 setembro 2005
dunas
Tenho uma alma nómada,
difusa nas dunas,
de estrelas-navegantes
que se vestem,
com gotas de chuva…
Nem sempre se vê
ou
sente,
anda por aí pintada
nas íris-das-nuvens
a desenhar girassóis-papoila,
nos jardins
e
em cousas outras,
sem formas
nem fim…
Tenho uma alma que bolina, que anda por aí sem mim…
difusa nas dunas,
de estrelas-navegantes
que se vestem,
com gotas de chuva…
Nem sempre se vê
ou
sente,
anda por aí pintada
nas íris-das-nuvens
a desenhar girassóis-papoila,
nos jardins
e
em cousas outras,
sem formas
nem fim…
Tenho uma alma que bolina, que anda por aí sem mim…
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