Não queria deixar apagar a vida, como quem extingue um cigarro, absorto no nada, sem visão de mim. Incompleto. Mas,
vezes há, que nos extinguimos na solidão de uma bruma espessa…
Só oiço o mar, que me chama,
sem chama,
na ilusão do estar aqui…
Desenho um círculo com um tamanho,
só,
sem dimensão…
Estou , numa ausência irritante de me querer num Eu que já não sou…
e
finjo,
finjo-me,
cores como quem dissimula vida nesta noite-quase-escura, que me tolda a visão,
e
finjo
finjo-me,
passos,
caminhos,
empurrado pelo querer de ser onda,
de ser pássaro
e
vivo-Me no delírio de SER!
09 novembro 2005
08 novembro 2005
noite de bruma
escrevo a noite,
com a intensidade suave,
de um beijo,
voado no vento…
beijo-ilha,
navegante…
escrevo
a
noite, ( neste barco sem quilha... )
em desenho-lua,
minguante,
reflexo de onda,
do teu mar
cintilante…
barco de silhueta-nua,
poema sem letra,
nem musica,
nesta noite-escura,
intrigante…
beijo-sopro
que voa à vela,
na névoa,
na bruma,
neste barco-feiticeiro,
nesta Falua,
que bolina num Tejo,
fantasma
que já não vejo
neste teu beijo
que desceu à rua ...
com a intensidade suave,
de um beijo,
voado no vento…
beijo-ilha,
navegante…
escrevo
a
noite, ( neste barco sem quilha... )
em desenho-lua,
minguante,
reflexo de onda,
do teu mar
cintilante…
barco de silhueta-nua,
poema sem letra,
nem musica,
nesta noite-escura,
intrigante…
beijo-sopro
que voa à vela,
na névoa,
na bruma,
neste barco-feiticeiro,
nesta Falua,
que bolina num Tejo,
fantasma
que já não vejo
neste teu beijo
que desceu à rua ...
07 novembro 2005
esculpir, em cores várias...um quadro, quase sem letras
Esculpi uma árvore sem linha de horizonte e salpiquei-a de borboletas…
nota1: texto curto, é verdade, mas deve ler-se com fundo azul. Claro no cimo (quase dia) , escuro no baixo ( quase noite); a árvore, um imbondeiro-sem-tempo ( como a África-Inteira); as borboletas…muitas, com cores de tamanhos vários; as raízes…TODAS!...cor de sangue, a pingar gotas de terra ...
nota 2: permite-se variantes para o fundo…cor-de-fogo-no-fim-de-tarde-dos-trópicos, e leituras outras, mas essas já não me pertencem, mas maravilham-me na mesma…
nota1: texto curto, é verdade, mas deve ler-se com fundo azul. Claro no cimo (quase dia) , escuro no baixo ( quase noite); a árvore, um imbondeiro-sem-tempo ( como a África-Inteira); as borboletas…muitas, com cores de tamanhos vários; as raízes…TODAS!...cor de sangue, a pingar gotas de terra ...
nota 2: permite-se variantes para o fundo…cor-de-fogo-no-fim-de-tarde-dos-trópicos, e leituras outras, mas essas já não me pertencem, mas maravilham-me na mesma…
06 novembro 2005
partir, à procura...
vou descobrir a palavra com que se escreve a cor-que-tem-o-olhar...
não olhar qualquer, esse tem palavras gastas, usasdas, desusadas, mas os olhares-do-antes-da-lágrima...
ah! esse, deus-meu, é palavra que ainda não sei!
não olhar qualquer, esse tem palavras gastas, usasdas, desusadas, mas os olhares-do-antes-da-lágrima...
ah! esse, deus-meu, é palavra que ainda não sei!
04 novembro 2005
corridas
passou por mim uma memória, a brincar, toda divertida. tinha aroma de flor e olhar cor-de-fantasia. corria em risos soltos. loucos. quase menina. linda. a bailar dentro de mim. quase magia…
03 novembro 2005
02 novembro 2005
dimensões do Ver
Papá, papá empresta-me os teus olhos , para te ver Todo…
Não, meu filho, não te vou emprestar o meu olhar, se o fizer, morro no teu Ver…
Está bem papá, mas olha, vou-te desenhar assim tal qual,
Grande!
Gigante!
Vou desenhar-te, na imaginação, sem papel, só assim cabes inteiro no meu olhar…
Não, meu filho, não te vou emprestar o meu olhar, se o fizer, morro no teu Ver…
Está bem papá, mas olha, vou-te desenhar assim tal qual,
Grande!
Gigante!
Vou desenhar-te, na imaginação, sem papel, só assim cabes inteiro no meu olhar…
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