resisto
sem sentir
em revolta surda,
amordaçada…
resisto
cansado
das palavras que se transformam
em reflexos que não pintei...
resisto
de ser palavras
que não sei…
mas,
não desisto
de ser palavra alada
porque só me sei vento
que abraça sentimento…
17 novembro 2005
16 novembro 2005
15 novembro 2005
sem espaço
no espaço-minúsculo em que me habito,
dança um verso,
sem poema,
habitáculo-do-sonho…
castelos-no-ar…
grito-de-borboleta-em-olhos-de-menino…
flor-em-desenho-insano…
gira-sol-do-mar…
voo-de-homem-pássaro-sem-destino,
coisas outras,
tantas
que sinto…
fosse eu mais minúsculo ainda
e não me cabia…
mas não importa
porque importaria?
se a flor não cabe na terra…
se o sonho não cabe em mim…
ah…ser ínfimo assim
e
quase ser universo,
é ser gota de sal
num mar sem fim…
dança um verso,
sem poema,
habitáculo-do-sonho…
castelos-no-ar…
grito-de-borboleta-em-olhos-de-menino…
flor-em-desenho-insano…
gira-sol-do-mar…
voo-de-homem-pássaro-sem-destino,
coisas outras,
tantas
que sinto…
fosse eu mais minúsculo ainda
e não me cabia…
mas não importa
porque importaria?
se a flor não cabe na terra…
se o sonho não cabe em mim…
ah…ser ínfimo assim
e
quase ser universo,
é ser gota de sal
num mar sem fim…
14 novembro 2005
cair na planura
dobrei a esquina-do-vento
e des-nasci-Me num imenso azul,
tal águia-solitária
leve
na
Solidão-da-planura
e
deslizei
no
Sentir…
no
Apenas…
no
Existir…
e des-nasci-Me num imenso azul,
tal águia-solitária
leve
na
Solidão-da-planura
e
deslizei
no
Sentir…
no
Apenas…
no
Existir…
12 novembro 2005
cegueira de um eu que não fugiu
Não te quero ver,
nem sentir,
enquanto fores só,
assim,
animal selvagem,
dentro de mim…
nem sentir,
enquanto fores só,
assim,
animal selvagem,
dentro de mim…
10 novembro 2005
searas
semeei uma palavra aqui,
outra,
mais ali,
outra ainda,
quase além…
vou demorar-me no tempo
como quem espera um nada…
serão árvores?
flores?
cores?
sentires?
conjugações do Amar?
vou ficar, não vá uma delas crescer longe do meu olhar…
outra,
mais ali,
outra ainda,
quase além…
vou demorar-me no tempo
como quem espera um nada…
serão árvores?
flores?
cores?
sentires?
conjugações do Amar?
vou ficar, não vá uma delas crescer longe do meu olhar…
09 novembro 2005
finjo-Me, a mim...de SER!
Não queria deixar apagar a vida, como quem extingue um cigarro, absorto no nada, sem visão de mim. Incompleto. Mas,
vezes há, que nos extinguimos na solidão de uma bruma espessa…
Só oiço o mar, que me chama,
sem chama,
na ilusão do estar aqui…
Desenho um círculo com um tamanho,
só,
sem dimensão…
Estou , numa ausência irritante de me querer num Eu que já não sou…
e
finjo,
finjo-me,
cores como quem dissimula vida nesta noite-quase-escura, que me tolda a visão,
e
finjo
finjo-me,
passos,
caminhos,
empurrado pelo querer de ser onda,
de ser pássaro
e
vivo-Me no delírio de SER!
vezes há, que nos extinguimos na solidão de uma bruma espessa…
Só oiço o mar, que me chama,
sem chama,
na ilusão do estar aqui…
Desenho um círculo com um tamanho,
só,
sem dimensão…
Estou , numa ausência irritante de me querer num Eu que já não sou…
e
finjo,
finjo-me,
cores como quem dissimula vida nesta noite-quase-escura, que me tolda a visão,
e
finjo
finjo-me,
passos,
caminhos,
empurrado pelo querer de ser onda,
de ser pássaro
e
vivo-Me no delírio de SER!
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