29 novembro 2005
o desenho de uma árvore
uma árvore é isso mesmo. uma árvore. tronco. folhas. raízes. sementes. a sombra é o seu olhar….a cor , essa é o reflexo do seu existir…
28 novembro 2005
incongruências sem metafísica
Pensar não é sentir, é desenhar um sentido.
O desenho é uma linha incompleta, mesmo que contenha todas as cores do Universo.
Por isso o Sentir é muito maior que todos os nossos universos, não cabe no desenho, nem na cor.
Nasce sem Semente!
Nem Metafísica!
Mas existe-Nos inteiro no Corpo!
O desenho é uma linha incompleta, mesmo que contenha todas as cores do Universo.
Por isso o Sentir é muito maior que todos os nossos universos, não cabe no desenho, nem na cor.
Nasce sem Semente!
Nem Metafísica!
Mas existe-Nos inteiro no Corpo!
25 novembro 2005
quando cada um é UM escondido na multidão
As pombas da cidade grande são como as pessoas,
da cidade!
Muitas…
Iguais…
Sem nome…
Todas!
No entanto, quando uma voa,
só,
leva o olhar
e
os verdes
e
os azuis,
e
as poesias,
Todas!
Por colorir,
e
o nome,
inteiro,
s-o-l-e-t-r-a-d-o com o existir...
da cidade!
Muitas…
Iguais…
Sem nome…
Todas!
No entanto, quando uma voa,
só,
leva o olhar
e
os verdes
e
os azuis,
e
as poesias,
Todas!
Por colorir,
e
o nome,
inteiro,
s-o-l-e-t-r-a-d-o com o existir...
24 novembro 2005
outono(s)
tenho um Outono,
preso,
agrilhoado numa flor,
preso,
agrilhoado numa flor,
que insiste,
atrevida,
em cores do destempo,
como balão perdido,
nos olhos-mãos
de um menino...
23 novembro 2005
brincares
o tempo em ruídos sussurrados disse-me quase em voz,
“ brinca comigo”…
peguei-o,
atei-lhe cordel
e
lancei-o ,
qual papagaio de papel…
quando,
lá,
no ir,
já,
no alto,
lá
no cimo,
e
ainda a subir,
soltei-o,
mais além
e
vi-o
a desfazer-se no céu azul a fugir-se,
a fingir-se voo de pássaro-nuvem...
“ brinca comigo”…
peguei-o,
atei-lhe cordel
e
lancei-o ,
qual papagaio de papel…
quando,
lá,
no ir,
já,
no alto,
lá
no cimo,
e
ainda a subir,
soltei-o,
mais além
e
vi-o
a desfazer-se no céu azul a fugir-se,
a fingir-se voo de pássaro-nuvem...
22 novembro 2005
reflexos
Tenho os olhos húmidos-de-sonhos,
que não escrevo,
que não sei…
mas,
quando
se
formam
l
á
g
r
i
m
a
s,
esculpidas em queda-de-mil-cores,
escrevo,
o que não vivi
na
história escondida no reflexo-do-sonho
que
andou perdida dentro de mim…
que não escrevo,
que não sei…
mas,
quando
se
formam
l
á
g
r
i
m
a
s,
esculpidas em queda-de-mil-cores,
escrevo,
o que não vivi
na
história escondida no reflexo-do-sonho
que
andou perdida dentro de mim…
21 novembro 2005
tempo(s)
quantos anos passaram?
quantos acasos?
poucos?
nadas?
uma Flor não se pinta num único instante, tem todo o peso do Universo,
e
o Tempo Dele , é magia que não desenho!
quantos acasos?
poucos?
nadas?
uma Flor não se pinta num único instante, tem todo o peso do Universo,
e
o Tempo Dele , é magia que não desenho!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...
-
A tarde cansou-se de me esperar e foi por aí, sem saudades à aventura, sozinha. As tardes são coisas estranhas ( os dias, as noites, também,...
-
Vou fazer uma pausa. Cousa necessária em alturas de Presépio. É época de caminho. É por aí que vou, sem demoras que é viagem por dentro… Um...
-
escureceu uma brancura-de-nevoeiro, onde nem os passos se sentem. hesitantes. medrosos…( ou como é sempre necessário luz outra, quando nos p...