08 dezembro 2005

disse-me

sabes, disse-me a árvore que ia com os ventos, o teu caminho está sempre sob os teus passos( ou como , mesmo perdidos estamos sempre no nosso caminho)

Apontamentos para um manual da serenidade

06 dezembro 2005

incompletude(s)

apoiei-me de olhos no espelho com o outro que me vê com a intensidade do desconhecido. não vi silhueta. nem sombras estou incompleto!

02 dezembro 2005

o ponto

quando olho o detrás, sinto todo o peso que me desenha o futuro, concentrado que estou no instante em que comprometo o amanhã. o amanhã dista de mim um único ponto. um instante. um acaso. tenho em mim o começar da magia do meu existir. é nessa magia que olho o mundo. livre. desprendido. do acaso. do instante. do ponto. o detrás, é sempre o ultimo instante do começar

01 dezembro 2005

nos teus...caminhos, ao Sol

tenho em mim um mar de nuvens, mas, o Sol, esse, Deus meu! está sempre lá, a desenhar-me o VERando nos caminhos com ele, à chuva, no vento. nos meus e nos teus. mais nos teus que nos meus, porque te olho, para aprender a cor com que se pinta o MAR

30 novembro 2005

mocho-cego

as palavras não me dizem. nada. já não! desfazem-se no(s) silêncio(s). caídas. sozinhas. no vazio das letras sem sentido(s). delas. os meus, já não se desenham. nelas. desenformam-se deformadas em nuvens-de-pó, de giz colorido nas-chuvas-de-estio, em vapores-de-solidão-desabraçada, nas noites de mocho-cego. macho. enfeitiçado. as palavras não me dizem. correm sem mim, no poema que não fiz. é dia de poetas. estou surdo. invento vazios. cinzentos.
e
as palavras. aqui.
e
eu sem mim.

não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...