Escrevo, embalado por pedaços do céu, como quem descobre pequenos tesouros e fica maravilhado, com os olhos caídos em cada um. Queremos todos, de vez só, conscientes que assim perdemos o único de cada um. Oiço cada pedaço e invento uma história individual, só minha, íntima. São dezoito, os pedaços de céu que me couberam em sorte, escolhidos longe. Vieram no vento, com ele. Pequenas nuvens brancas, cúmplices que souberam chegar a mim, sem palavras, só sons, cor e sorrisos de silêncios. Escrevo, contos de menino, só para mim, porque só eu sei a forma com que cada um dos pedaços de céu se abriu em mim.
05 agosto 2004
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2 comentários:
Tu és um homem feliz se te couberam em sorte 18 pedaços do céu. E que ainda por cima sabiam o teu endereço, levados pelo vento. Tens uma linguagem muito tua, muito intimista, difícil de decifrar para quem está de fora. Mas bela, de certo. Bjs
Lique:sim couberam-me em sorte 18 pedacitos do céu. andam os desoito dentro de mim. são desoito melodias que me ofereceram em Cd, escolhidas com ternura. capa feita à mão, com dedicatória escrita com o coração. Quando me ouvi nas melodias, senti uma paz imensa. quem o ofereceu, deu-lhe nome. pedaços do céu.
Oiço-os ao escrever.
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