Queria escrever-te, mas as palavras fogem-me, como se me dissessem, “Agora não! Espera que venham outras de nós, com outros sentires, Espera. Não te precipites. Nós hoje já estamos muito cansadas…”
Queria contar-te todas as histórias que me fizeram o dia. Queria dar-te o meu dia, para me veres inteiro e entenderes o porquê do meu vazio…
Talvez elas tenham razão, talvez as tenha usado em demasia. São muito vaidosas as minhas palavras, pintam-se todos os dias. Sabias?
Vou esperar…
Não!
Esperar não!
Vou visitar-te!
Assim, ao veres-me, saberás todos os passos que me levaram o dia, porque as palavras de todas as histórias que te tenho para contar, estão todas no meu olhar…
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não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...
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Queria escrever-te, mas as palavras fogem-me, como se me dissessem, “ Agora não! Espera que venham outras de nós, com outros sentires, Esper...
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Hoje não escrevo. Doem-me as palavras. As minhas, também... choro sózinho, sem elas, no vazio. além..
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Não te vejo. Escuto-te o olhar... Serenamente, com o vento, a voar.
17 comentários:
Vou tentar pela segunda vez, se repetir desculpa...
´`As vezes basta o olhar, as palavras formam-se nas cumplicidades de olhares trocados, nos gestos esboçados, nas ternuras dos sorrisos.
Que esperas para visitar?...
Beijinhos, Almaro.
A isso chama-se cumplicidade: olhar e isso bastar. Olhar e tudo se saber; compreender o que se quer dizer, sem ser preciso falar. Deixando as palavras descansarem. O olhar, quando verdadeiro, tudo revela.
Quando as palavras ao invés de se mostrarem preferem ficar guardadas (naquela caixinha tão valiosa, guardada para toda a eternidade) , há que saber usar o olhar. Que tanta coisa nos pode dar.
Ofereço-te o meu olhar de hoje...
AS PALAVRAS
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
a lolita:
As palavras, as minhas
Letras,
uma
a
uma,
em gotas-ondas,
de mar,
de espuma,
desenham-se,
nos passos,
por onde ando,
penhascos ou arribas.
Nascem,
pintam-se
vivas.
Palavras,
que se dizem,
terra,
alma,
que lavro, livre,
todos os dias.
Dou-tas,
as minhas,
escritas,
ditas,
faladas,
uma
a
uma,
todas,
sentidas…
Amigateatro: é, as palavras tem esta coisa mágica de só aparecerem quando se sentem senhoras do seu nariz , são muito femininas as palavras, todas.
musalia:visito, sempre, em silêncios partilhados...
luna: mas eu gosto das palavras vaidosas, gosto de ser surpreendido pelas suas cores, vejo cores diferentes em cada palavra que me acompanha os sentires.
Ps: Obrigado pela visita, sê bem-vinda...
por vezes...tantas!...elas escondem-se sim...No silêncio,no nosso! ouvem-se...em passinhos miudos de "shuuut olha que te ouvem!"...rodopiando ... Até que se soltam! Às vezes...temos que as silenciar pois descem a escada de roldão numa desacato numa confusão...e depois compreende-se, até as palavras precisam duma boa sesta!!!
e agente...de um pouco de silêncio de palavras..na cabeça
Espero que as tuas palavras não estajam cansadas por muito tempo. Eu sei que as tuas palavras são vaidosas mas á assim que nos habituámos a elas e à sua beleza. E depois quando não há palavras há, de facto, sempre o olhar ou, só, uma palavra: Olá! Beijos
Eu sei que o eu olhar estaria pronto a contar-me o teu dia. O que eu não entendo é o vazio que dizes que em ti havia...mais do que as tuas palavras eu preciso de te saber feliz: "pinta-te "tu todos os dias, enfeita-te quando saíres à rua...celebra cada dia, cada hora, cada minuto...celebra a vida...porque essa nunca é vazia: é plena de pequenas e , aparentemente, insignificantes coisas que a enchem e a completam...em jeito de Aquele Abraço,Blue
D, ou para o outro lado do atlantico:os sorrisos, são também eles palavras, desenhadas do sentir. Vezes há que se escondem, mesmos querendo ser, outras, brilham com toda a luz de um beijo...
Seila: Mas como eu gosto quando elas descem das escadas feitas tornado e furacão, e eu só tenho que as ordenar, cheio de brincar e de prazer...
Lique: Um passeio calmo junto do meu Rio, é suficiente para lhes dar um puco de cor em tons de aguarela. Outros tons mais fortes exigem outros passeios, outros voos junto ao mar e à serra...
Blue em forma de concha: Não tenho duvida que descodificarias todas as histórias guardadas no meu olhar...
Branca:sendo já dia , chuvoso é certo, fica um abraço, sem horas...
Deves ter ido ver o teu rio, ontem...
Eu irei ver (penso) as minhas árvores, hoje! Para delas beber vida e paz e harmonia e amor em forma de recordações de realidades longínquas...
Um beijo atrevido.
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