Sigo, em presença, nuvem de fumo à procura de enredo para um conto, de encontros, sem personagens, porque me fogem sempre que lhes toco, mesmo que imaginadas e criadas para o momento da escrita. Quero pôr palavras no ar em formas várias, de fumo-prata, à procura de um sentir. Sinto. Intimidade, entre os dedos que me escrevem e o aroma, café-chocolate, que envolve o desenho e que me espreitou a sorrir pedaços de vida que me roubou. Converso-me, antes da escrita como quem procura o verde nas árvores de Outono, em Inverno tardio. Só me sei. Desinteresso-me das palavras. Conheço-as. Queria outras, que me acordassem, que me brilhassem e navegassem-brisa, em poema.
Sinto-me chuva-semente-de-rio, antes de escorregar ravina, à procura de caminhos que a levem ao sal.
Queria sentir palavras que voassem em melodias murmurosas, assobiadas de SABER…
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2 comentários:
Envio as minhas pelo vento que te chega em brisa fresca de mar. Guiadas até ti pela ondulação desta água que me separa do meu país. Um beijo de calma para ti, envolto em sorrisos
Mais que um querer, éuma necessidade, preciso
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