18 julho 2004

leituras

Afago livro. Páro. Hesito-olhares. Medos da vida que fervilha, que pulsa-sol em ver e que se fixam em poemas e histórias, de outros. Abro. Lento. Deslizo-me em folhas-palavras-poema. Percorro rio de Medos. Medo que as palavras saltem da história-poema e eu me perca nas palavras e não me consiga livrar delas, da história. Medo da fusão de sentires e desencontrar-me com a minha própria história, do meu poema. Medo de perder o meu sentir e passar a contá-lo com palavras que não são minhas. As palavras que se fugiram de olhos outros, puxam-me. Paro. Lento. Leio e vagueio pelo maravilhar do sentir e cresço-me, agora sem medos, com palavras outras. Novas. Minhas.

1 comentário:

D disse...

A reciprocidade de nos maravilharmos uns aos outros. Apenas com palavras. Mesmo que silenciosas. Mesmo que sentidas sem toque.

não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...