13 julho 2004

pintura-retrato em DNA

Retrato figura esbelta linear, menina. Desenho cabelos soltos, caídos em castanhos muitos. Vejo-lhe olhos e pinto-os, cor de mar. Está envolta, abraçada, em mãos, suas, curiosas. Pensa saudades. Pinto-a, disfarço-a em árvore, sem sombras, é menina. Componho imagem com poliedros, grades de hélices, simples, duplas que se combinam em letras, quatro, A-T-G-C, misturadas em fosfatos, em açucares. Letras, palavras que compõem o desenho que lhe traço, é nano-poeta, a menina. É célula-tronco, é vida. Cores, muitas, em tons de creme, que abraça, que sorri. É descoberta!

1 comentário:

D disse...

Pinto-me agora de um silêncio sorrido. Sou descoberta: por ti e também descubro. Em meio de mim, acharei sempre um beijo para te deixar, levado pelo oceano, entregue pela brisa

não uso tempos, nem agendas ou instrumentos outros que meçam pedaços do existir. é jeito meu. por isso passar de um ano para o outro é cousa...